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Brasil

Ex-namorado é preso após matar jovem de 19 anos na Grande São Paulo

Matheus Isac Cardoso Silva confessou o crime e alegou ter disparado sem querer, mas polícia investiga o caso como feminicídio.

Por 3 min de leitura

Ex-namorado é preso após matar jovem de 19 anos na Grande São Paulo
Ex-namorado é preso após matar jovem de 19 anos na Grande São Paulo

Matheus Isac Cardoso Silva, de 22 anos, foi preso pela Polícia Militar na noite de uma terça-feira na Grande São Paulo, após ser apontado como o principal suspeito de matar a ex-namorada Ana Clara Soares de Oliveira, de 19 anos, com um tiro na cabeça. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira, em uma residência localizada na rua Itu, no bairro Jardim Três Marias, em Taboão da Serra.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o casal havia se encontrado após o término do relacionamento e se dirigido à casa de um amigo do suspeito. O proprietário do imóvel relatou às autoridades que deixou os dois sozinhos por alguns minutos. Nesse intervalo, ocorreu uma discussão e o suspeito efetuou o disparo que atingiu a jovem, que não resistiu ao ferimento e morreu no sofá da sala.

Ao retornar à residência, o dono do imóvel encontrou Matheus, que admitiu o ato e pediu ajuda para fugir. Diante da recusa do colega, o suspeito escapou do local levando a motocicleta do amigo. Na sequência, ele entrou em contato com a própria mãe por telefone e mensagens de texto, confessando o assassinato. A mãe do rapaz o orientou a se entregar às autoridades policiais.

Durante a prisão realizada por policiais militares, o suspeito justificou o ato em declaração registrada na delegacia. "Apertei sem querer, num momento de emoção, mano", afirmou o rapaz, que possui antecedentes policiais por atos infracionais e crimes patrimoniais quando era adolescente e adulto.

A detenção de Matheus foi marcada por momentos de tensão na porta da delegacia, onde familiares de Ana Clara se reuniram e tentaram se aproximar do suspeito, sendo contidos pelos agentes de segurança. A Justiça de São Paulo havia decretado anteriormente a prisão temporária de 30 dias para o investigado a pedido da Polícia Civil.

Familiares e testemunhas relataram às autoridades um histórico de violência e comportamento controlador no relacionamento. O padrasto da vítima, Erasmo Dias, contou que a jovem vivia uma relação conturbada com idas e vindas, e que o suspeito já havia feito ameaças de morte, dizendo que iria acabar com a vida dela. A mãe do próprio suspeito também alertava a família da jovem sobre a agressividade do filho.

Depoimentos colhidos pela polícia indicam que, cerca de um mês antes do crime, o suspeito teria aplicado um golpe conhecido como 'mata-leão' na vítima. Além disso, testemunhas afirmaram que, duas semanas antes do assassinato, ele teria comentado com moradores de um bairro que compraria uma arma por não aceitar o fim da união. Apesar dos episódios, a jovem não havia registrado boletim de ocorrência contra o ex-companheiro.

O caso foi registrado como feminicídio consumado no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra. A perícia do Instituto de Criminalística realizou exames no local do crime, e o celular da vítima foi apreendido para auxiliar nas investigações, que continuam para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

Fontes consultadas

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