Falha no Telegram permitia invasão de celular em chamadas de voz
Problema afetava dispositivos Android e foi corrigido pela desenvolvedora com o lançamento da versão 12.10.4.
Uma vulnerabilidade de segurança encontrada no aplicativo Telegram permitia que invasores executassem códigos maliciosos em smartphones com sistema operacional Android ao realizarem uma chamada de voz. O problema foi descoberto e divulgado por especialistas da empresa de segurança NebuSec, que alertaram sobre os riscos associados ao atendimento de ligações na plataforma.
De acordo com as informações apuradas, a falha atingia versões do aplicativo lançadas entre março de 2022 e setembro de 2026, especificamente nas edições compreendidas entre a 8.6.2 e a 12.10.3. O ataque exigia apenas o uso de uma conta comum no serviço de mensagens para ser colocado em prática contra aparelhos que estivessem rodando o sistema com processadores ARM64.
A demonstração técnica realizada pela empresa de segurança evidenciou que a execução de código ocorria logo após a vítima atender à chamada. Durante o teste, o dispositivo era redirecionado para a tela inicial, exibindo uma mensagem indicando a invasão. O erro de programação estava localizado no processamento das mensagens utilizadas para gerenciar o estado e a configuração das chamadas de áudio.
Os pesquisadores explicaram que o código comprometido acessava áreas de memória de forma inadequada quando recebia mensagens que não continham todos os campos esperados pelo sistema. A falha restringia-se a chamadas privadas em celulares Android, não havendo registros confirmados de impacto direto em sistemas operacionais como iOS, em computadores ou em conversas em grupo.
Como os aplicativos do Telegram compartilham uma biblioteca comum dedicada ao suporte de chamadas de voz e vídeo, correções semelhantes já haviam sido aplicadas anteriormente nas versões destinadas a computadores e dispositivos da Apple. No entanto, a atualização para o sistema operacional móvel do Google demorou a ser implementada de forma definitiva.
Para solucionar o problema, a plataforma disponibilizou a versão 12.10.4 do aplicativo voltado para Android. Os desenvolvedores e especialistas recomendam que os usuários verifiquem imediatamente o número da versão instalada em seus aparelhos, informação que pode ser consultada na parte inferior da página de configurações do mensageiro, garantindo assim a proteção contra possíveis explorações da vulnerabilidade.