Pular para o conteúdo
Esportes

FIA altera regulamento para 2027 e obriga Red Bull e Audi a mudarem projetos

Federação Internacional de Automobilismo fechou uma brecha aerodinâmica relacionada aos suportes de assoalho nos carros.

Por 3 min de leitura

FIA altera regulamento para 2027 e obriga Red Bull e Audi a mudarem projetos
FIA altera regulamento para 2027 e obriga Red Bull e Audi a mudarem projetos

A Federação Internacional de Automobilismo oficializou mudanças no regulamento técnico da Fórmula 1 para a temporada de 2027 que impactam diretamente os projetos de Red Bull e Audi. A alteração proíbe o uso de uma solução aerodinâmica adotada pelas equipes na parte inferior dos sidepods, obrigando ambas a buscarem alternativas estruturais para os próximos monopostos.

A medida atinge um conceito introduzido pela Red Bull e que posteriormente foi replicado pela Audi, que apresentou sua própria versão no Grande Prêmio do Azerbaijão. A solução utilizava uma haste fina na parte inferior das laterais para contornar exigências estritas de curvatura da carroceria, permitindo criar uma borda de fibra de carbono mais afiada que direcionava o fluxo de ar para o assoalho.

Com o novo texto regulatório aprovado pelo Conselho Mundial de Automobilismo, a FIA restringiu severamente os pontos em que essas hastes podem atravessar as superfícies da carroceria. Os suportes estruturais passam a ser limitados a regiões próximas aos pontos de fixação e à tampa do motor, impedindo que sejam empregados como brechas para gerar contornos aerodinâmicos mais agressivos.

Apesar da proibição para o futuro, a alteração não interfere na temporada atual. A solução continua totalmente regular, permitindo que Max Verstappen utilize o modelo RB22 sem modificações na etapa de Austin. Enquanto isso, a equipe austríaca comemora uma fase de maior previsibilidade e equilíbrio com o bólido nas pistas.

Paralelamente às discussões aerodinâmicas, a Red Bull também tem se movimentado nos bastidores para contestar regras relativas às unidades de potência. O chefe da equipe, Laurent Mekies, cobrou uma revisão no sistema ADUO, mecanismo que controla oportunidades de desenvolvimento de motores, argumentando que a metodologia atual avalia apenas o motor a combustão e falha ao não considerar a eficiência do sistema híbrido e da bateria.

As reclamações ganharam força porque a Red Bull Powertrains foi considerada referência de desempenho e não recebeu oportunidades adicionais de atualização em 2026 e 2027, enquanto concorrentes diretas obtiveram liberação para melhorias. Diante disso, a equipe avalia que é necessário concentrar os esforços nos limites impostos pelo regulamento atual, embora mantenha abertas as conversas com a entidade e demais fabricantes.

No âmbito esportivo e regulatório geral, a Comissão da Fórmula 1 aprovou outras importantes novidades para 2027, como a redução na distância total das provas de 305 km para 290 km, motivada por ajustes no fluxo de combustível das unidades de potência. A categoria também definiu um calendário com 24 etapas para o mesmo ano, incluindo os retornos dos GPs de Portugal e da Turquia.

Fontes consultadas

Leia também