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Final de Breaking Bad foi inspirado em clássico do faroeste

Criador da série revelou que o desfecho da relação entre Walter White e Jesse Pinkman teve como base o filme Rastros de Ódio, dirigido por John Ford em 1956.

Por 2 min de leitura

Final de Breaking Bad foi inspirado em clássico do faroeste
Final de Breaking Bad foi inspirado em clássico do faroeste

Aclamada como uma das produções televisivas mais influentes da história, Breaking Bad encerrou sua jornada de cinco temporadas com um desfecho que carrega fortes referências cinematográficas. Em entrevistas, o criador da série, Vince Gilligan, revelou que a resolução do conflito entre os protagonistas Walter White e Jesse Pinkman foi diretamente inspirada em um clássico do gênero western.

A trama da série acompanha a trajetória de Walter White, interpretado por Bryan Cranston, e de seu ex-aluno Jesse Pinkman, vivido por Aaron Paul. Para garantir a segurança financeira de suas famílias, ambos entram no submundo do crime ao fabricarem e distribuírem metanfetamina de alta pureza. Ao longo dos episódios, a parceria se deteriora em meio a uma espiral de violência e decisões extremas tomadas por White.

Segundo Gilligan, a inspiração veio de Rastros de Ódio, lançado em 1956 e estrelado por John Wayne. Na obra de John Ford, o personagem principal passa anos perseguindo uma jovem sequestrada por indígenas com o discurso constante de que precisaria eliminá-la para acabar com o sofrimento dela. No entanto, na cena final, o protagonista surpreende o público ao desistir da execução e decidir levá-la de volta para casa.

Esse arco narrativo serviu de modelo para a dinâmica final entre o mentor e seu antigo parceiro na ficção televisiva. O roteiro construiu uma trajetória em que o público esperava um ajuste de contas definitivo por parte de Pinkman em relação às traições e atrocidades cometidas por Walter White ao longo de sua ascensão como barão das drogas no Novo México.

No entanto, a equipe de roteiristas optou por subverter as expectativas, espelhando a reviravolta do clássico dos anos 1950. Na cena culminante da série, Pinkman recusa-se a executar o antigo mentor após o confronto com Todd, jogando a arma no chão e exigindo que o próprio White fizesse o serviço caso realmente desejasse aquele desfecho.

Para Gilligan, a atitude de Pinkman simbolizou uma recusa definitiva em continuar obedecendo às ordens de seu antigo parceiro e marcou o encerramento de sua participação em atos violentos, permitindo que seguisse em busca de uma vida longe do crime. O paralelo com o faroeste consolidou uma das resoluções mais memoráveis da dramaturgia moderna.

Fontes consultadas

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