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Esportes

Flamengo prevê déficit em 2026 e Bap admite erro na compra de Paquetá

Presidente do clube carioca apontou impactos financeiros e projetou vendas de atletas para o próximo ano.

Por 2 min de leitura

Flamengo prevê déficit em 2026 e Bap admite erro na compra de Paquetá
Flamengo prevê déficit em 2026 e Bap admite erro na compra de Paquetá

O Flamengo aprovou a readequação de seu orçamento para a temporada de 2026 com uma previsão de déficit de R$ 40 milhões, o que representou uma forte mudança em relação ao superávit de R$ 180 milhões que era projetado inicialmente. Durante sessão com o Conselho de Administração na Gávea, o presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, admitiu erros de gestão financeira e fez um mea-culpa sobre a contratação de Lucas Paquetá.

A aquisição do meia Lucas Paquetá, que custou cerca de R$ 315 milhões entre direitos econômicos, luvas e intermediação, virou alvo de debates e críticas da oposição interna. Bap reconheceu publicamente que o clube não teria concretizado a operação financeira se soubesse antecipadamente das dificuldades para alcançar as receitas que estavam previstas no planejamento original do clube.

Entre os fatores que impactaram negativamente as contas rubro-negras estão os efeitos gerados pela medida provisória que encerrou as apostas esportivas no Brasil. O presidente rubro-negro destacou que a proibição repentina comprometeu compromissos assumidos e reduziu fontes expressivas de faturamento. Outras negociações frustradas, como a venda do atacante Gonzalo Plata para o Dínamo de Moscou e a comercialização dos naming rights do Maracanã, também pesaram no rombo orçamentário.

O impacto da eliminação na Copa Libertadores também foi citado pelos dirigentes, já que uma eventual classificação para a final e conquista do título poderiam ter injetado cerca de R$ 165 milhões nos cofres da instituição. Diante do cenário de aperto financeiro, a diretoria estabeleceu novas diretrizes para o futuro próximo, priorizando uma postura muito mais conservadora no mercado da bola.

Para equilibrar o balanço em 2027, o planejamento da diretoria estabelece a meta de arrecadar entre 40 milhões e 45 milhões de euros por meio da negociação de jogadores. A estratégia foca na contenção de despesas com aquisições e na busca por atletas livres no mercado que estejam em fim de contrato, reduzindo a necessidade de grandes desembolsos por direitos econômicos.

Apesar das dificuldades e da frustração com as metas não cumpridas, a cúpula rubro-negra garantiu que a alavancagem financeira permanece sob controle. O indicador de dívida em relação ao EBITDA recorrente está em 1,2 vez, abaixo do patamar registrado no final de 2024, quando atingia 1,8 vez, o que mantém a situação sob margem administrável de acordo com os relatórios oficiais da instituição.

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