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Política

Flávio Bolsonaro nega alteração na Previdência e promete reajuste real

Candidato do PL classificou como notícia falsa os supostos planos de modificar a correção de aposentadorias e do BPC.

Por 2 min de leitura

Flávio Bolsonaro nega alteração na Previdência e promete reajuste real
Flávio Bolsonaro nega alteração na Previdência e promete reajuste real

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta quinta-feira, em Brasília, que pretenda alterar o modelo atual de reajuste das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A declaração ocorreu durante entrevista coletiva concedida após o anúncio do apoio do Podemos à sua campanha no segundo turno, onde disputará o cargo contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 25 de outubro.

A polêmica surgiu após uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo informar que a equipe econômica do candidato estudava mudanças na forma de correção dos benefícios previdenciários e assistenciais, além de alterações nos pisos de gastos obrigatórios com saúde e educação, como parte de um esforço de ajuste fiscal.

Ao ser questionado por jornalistas se garantiria aumentos acima da inflação para os aposentados, Flávio respondeu afirmativamente e classificou os boatos sobre cortes como desinformação. O candidato utilizou exemplos familiares para defender sua posição, mencionando as dificuldades enfrentadas por seus avós, que são aposentados do Estado.

Segundo o senador, o eventual ajuste fiscal de sua gestão não recairá sobre as parcelas mais vulneráveis da população e sobre os programas sociais. Adolfo Sachsida, economista e coordenador da área econômica da campanha, reforçou que a prioridade será o fortalecimento de políticas sociais e a redução de impostos, descartando também a privatização de grandes estatais como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Do outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou as redes sociais para criticar o adversário. Em vídeos publicados em formato de selfie, Lula afirmou que cortes de R$ 200 bilhões no Orçamento pretendidos pelo grupo oponente afetariam diretamente programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, além de prejudicar a merenda escolar e o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias.

A estratégia de comunicação da campanha de Lula foi intensificada com o apoio de um grupo de jovens deputados recém-eleitos, que passaram a influenciar a presença digital do atual presidente após o resultado do primeiro turno, ocorrido no último domingo.

Enquanto a corrida eleitoral se acirra no segundo turno, o cenário econômico tem refletido as expectativas dos agentes de mercado. Após o primeiro turno, o índice Ibovespa registrou forte alta acima dos 200 mil pontos e o dólar apresentou queda expressiva, operando abaixo de R$ 5, impulsionados pela perspectiva de maior controle fiscal com um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Fontes consultadas

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