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Política

Flávio Bolsonaro nega perseguição a LGBTQIA+ em vídeo com Rico Melquiades

Em conversa publicada nas redes sociais, candidato à Presidência afirmou que direitos civis e união estável serão mantidos.

Por 2 min de leitura

Flávio Bolsonaro nega perseguição a LGBTQIA+ em vídeo com Rico Melquiades
Flávio Bolsonaro nega perseguição a LGBTQIA+ em vídeo com Rico Melquiades

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (19), que a população LGBTQIA+ não sofrerá perseguição em um eventual governo seu. A declaração ocorreu durante um bate-papo descontraído com o influenciador digital Rico Melquiades, que declarou apoio à campanha.

Na gravação, que acumulou milhões de visualizações, o influenciador questionou o parlamentar utilizando termos informais sobre a garantia de direitos e a liberdade sexual dos homossexuais. Em resposta, o candidato assegurou que a vida privada dos cidadãos está fora do escopo de intervenção estatal e que a prioridade de sua gestão deve ser a segurança e a economia.

“O que a pessoa faz na intimidade, ninguém tem nada a ver com isso”, declarou o senador. Em tom informal ao responder sobre a manutenção das relações sexuais sem restrições, o candidato afirmou que o papel do poder público é assegurar a integridade física do cidadão e a redução de impostos, ressaltando que as pessoas poderão viver suas escolhas pessoais livremente.

O candidato também garantiu que os direitos civis conquistados pela comunidade, como a união estável, a divisão de patrimônio e o direito à herança, não sofrerão alterações. Segundo ele, a legislação atual continuará válida e inalterada, dissipando boatos sobre eventuais retrocessos legais em sua administração.

O posicionamento gerou repercussão no cenário político e nas redes sociais, inserindo-se no contexto da disputa eleitoral. Enquanto a campanha busca sinalizar respeito às garantias individuais e à prosperidade econômica, adversários políticos cobram transparência em outros temas, como a abertura de sigilos bancários e telefônicos, em meio aos debates da corrida presidencial.

No Brasil, o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo foi estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal em 2011, seguido pela determinação do Conselho Nacional de Justiça em 2013 que proibiu cartórios de recusarem a celebração de casamentos civis homoafetivos. O candidato reforçou que essas normas consolidadas serão rigorosamente respeitadas.

Fontes consultadas

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