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Clima

Frente fria e furacão Simón provocam instabilidade climática no Brasil e no México

Fenômenos meteorológicos derrubam temperaturas e causam chuvas intensas em diversas regiões durante o feriado.

Por 3 min de leitura

Frente fria e furacão Simón provocam instabilidade climática no Brasil e no México
Frente fria e furacão Simón provocam instabilidade climática no Brasil e no México

O avanço de frentes frias e sistemas meteorológicos extremos provoca mudanças drásticas nas condições do tempo nesta semana, afetando tanto o Brasil quanto o México durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado nesta segunda-feira (12). Enquanto o território brasileiro registra quedas expressivas nos termômetros e temporais na Região Sul, o norte mexicano lida com os impactos combinados do Frente Fria número 2 e do furacão Simón.

No Brasil, a chegada de uma nova massa de ar frio derrubou as temperaturas na Região Sul. Em Porto Alegre, os termômetros registraram máxima de apenas 13 °C, enquanto capitais como Florianópolis e Curitiba também enfrentam dias gelados com chuvas concentradas no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas de perigo para acumulados significativos de precipitação e ventos fortes que podem alcançar 100 km/h em áreas dos três estados sulistas.

A instabilidade climática no Brasil também alcança partes do Sudeste e do Centro-Oeste devido à atuação de um corredor de umidade associado à frente fria. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais registram chuvas isoladas, sob um alerta laranja do Inmet. Em contrapartida, o interior do Nordeste mantém cenários de calor extremo e tempo seco, com previsões de temperaturas que podem atingir a marca de 40 °C em Teresina, exigindo cuidados redobrados da população com a hidratação.

Enquanto isso, no México, o Frente Fria número 2 ingressou pelo noroeste do país e se desloca pela península de Baja California, derrubando as temperaturas nas zonas serranas. A previsão indica mínimas que podem oscilar entre 0 e 5 °C durante a madrugada em regiões de Baja California, Sonora, Chihuahua e Durango, acompanhadas de rajadas de vento que variam de 40 a 60 km/h.

A situação no território mexicano é agravada pela interação do sistema frontal com a extensa banda nubosa do furacão Simón, localizado frente às costas do Pacífico central. O fenômeno intensifica o risco de temporais e atinge com maior força estados como Sinaloa e Nayarit, onde são esperadas chuvas intensas e ventos fortes que podem superar os 90 km/h, além de ondas elevadas que chegam a atingir quatro metros de altura nas costas.

As autoridades meteorológicas e órgãos de proteção civil de ambos os países reforçam a recomendação para que a população acompanhe as atualizações das previsões do tempo. Há riscos associados de alagamentos, queda de galhos, interrupções no fornecimento de energia elétrica e deslizamentos nas áreas afetadas tanto pelas tempestades brasileiras quanto pelos fenômenos do Pacífico norte-americano.

A temporada de outono no hemisfério norte prevê um número de frentes frias acima da média histórica para o mês de outubro no México, enquanto o pico de sistemas gelados na região é aguardado para o mês de dezembro. No Brasil, o contraste térmico entre o Sul gelado e o Nordeste rigorosamente seco evidencia a diversidade climática típica deste período de transição de feriados prolongados.

Fontes consultadas

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