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Futuro de Dorival Júnior no São Paulo divide bastidores e eleições

Candidatos à presidência do clube avaliam renovação para 2027, mas há divergências políticas sobre a permanência do treinador.

Por 3 min de leitura

Futuro de Dorival Júnior no São Paulo divide bastidores e eleições
Futuro de Dorival Júnior no São Paulo divide bastidores e eleições

A permanência do técnico Dorival Júnior no comando do São Paulo para a temporada de 2027 tornou-se o principal tema nos bastidores políticos do clube, dividindo opiniões entre os candidatos à presidência. Enquanto a indefinição contratual persiste com o término do vínculo atual em 31 de dezembro, representantes da situação e da oposição preparam conversas sobre o futuro da comissão técnica, embora existam divergências internas quanto ao respaldo político ao trabalho do treinador.

De um lado, interlocutores das campanhas de Vinícius de Medeiros, candidato da situação, e de Marcelo Portugal Gouvêa, representante da oposição, indicam que a continuidade do comandante precisará passar por uma readequação financeira. O pacote salarial de Dorival e de sua comissão técnica gira em torno de R$ 2 milhões mensais, valor que os grupos políticos avaliam como acima da realidade econômica atual do clube.

Apesar da necessidade de contenção de custos, Gouvêa admitiu recentemente que não descarta a manutenção do técnico, desde que ele se enquadre no perfil desejado para o projeto esportivo. O candidato da oposição destacou a importância de contar com um profissional experiente, com histórico de trabalho com a base e sem receio de lançar jogadores jovens.

Em contrapartida, informações de bastidores trazidas por outros setores do clube apontam que a extensão do vínculo enfrenta resistência. Conselheiros influentes de diferentes correntes avaliam que o rendimento da equipe estagnou, apontando tropeços e problemas defensivos ao longo do ano, o que poderia abrir espaço para a contratação de um novo nome para o próximo ciclo.

O próprio cenário dialoga com a vontade do treinador, que já manifestou internamente o desejo de permanecer e estaria disposto a discutir valores salariais em uma eventual negociação, sem colocar a questão financeira como prioridade. No entanto, publicamente, após o empate por 0 a 0 com o Corinthians na Vila Belmiro, Dorival evitou projetar sua permanência e declarou que a vontade do clube é o que mais importa.

Na mesma ocasião, o comandante pediu desculpas à torcida pelos resultados e afirmou que a equipe foi ao limite das suas condições diante das dificuldades enfrentadas ao longo da temporada. O treinador também destacou que respeitará as decisões e opiniões da nova gestão que assumirá o comando administrativo.

A definição sobre a comissão técnica também poderá influenciar o futuro do executivo de futebol, Rafinha, que possui contrato até o final do ano e mantém forte sintonia com Dorival. Com a eleição presidencial marcada para dezembro e o início dos campeonatos estaduais previsto para janeiro de 2027, a transição de gestão e o planejamento da pré-temporada exigirão decisões rápidas dos futuros dirigentes.

Enquanto o desfecho não é oficializado, Dorival cumprirá seu contrato até o encerramento do Campeonato Brasileiro, com a missão de assegurar a vaga da equipe na Copa Sul-Americana e coordenar a transição de jovens talentos formados nas categorias de base do clube.

Fontes consultadas

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