Futuro de Leonardo Jardim e José Boto no Flamengo será definido ao fim do ano
Diretoria rubro-negra avalia o desempenho da comissão técnica e do departamento de futebol após eliminação na Libertadores.
O futuro do técnico Leonardo Jardim e do diretor de futebol José Boto no Flamengo passa por incertezas nos bastidores após a eliminação da equipe na semifinal da Copa Libertadores, ocorrida diante do Estudiantes, da Argentina. Apesar do desgaste com parte do elenco e dos questionamentos sobre escolhas táticas, a diretoria do clube carioca descartou uma demissão imediata na reta final da temporada.
A queda na competição continental, decidida nos pênaltis no estádio do Maracanã, intensificou a pressão sobre o comando técnico. Relatos de insatisfação de alguns jogadores em relação à metodologia de trabalho e à comunicação adotada por Jardim também vieram à tona, com destaque para questionamentos pontuais sobre a escalação no duelo decisivo, como a opção de deixar o meia Arrascaeta no banco de reservas.
Apesar do cenário adverso, a avaliação interna não recai apenas sobre pontos negativos. A diretoria reconhece a evolução de atletas específicos sob a tutela do treinador português, a exemplo de Samuel Lino e Evertton Araújo, o que mantém a continuidade do trabalho em debate até o término das competições oficiais.
Com contrato válido até dezembro de 2027, uma eventual saída de Leonardo Jardim ao final do ano representará a rescisão antecipada do vínculo assinado em março de 2026, quando substituiu Filipe Luís. A cúpula flamenguista planeja conduzir um balanço geral do departamento de futebol ao término da temporada para tomar uma decisão fundamentada.
A situação institucional de José Boto também entrará em pauta na mesma ocasião. O contrato do dirigente esportivo chega ao fim em dezembro de 2026, e seu desempenho será examinado em conjunto com a comissão técnica para definir os próximos passos da gestão do clube.
Embora o Campeonato Brasileiro tenha se transformado na principal prioridade rubro-negra, a conquista do título nacional não assegura obrigatoriamente a permanência do treinador português para o próximo ano. A análise da diretoria abrangerá não apenas os resultados em campo, mas igualmente o ambiente interno e a harmonia com o grupo de jogadores nas rodadas finais da Série A.