Governo alemão rejeita questionamentos sobre as eleições no Brasil
Autoridades internacionais reagem e qualificam de equivocadas as declarações de líderes estrangeiros sobre o pleito brasileiro.
O governo da Alemanha afirmou não ver motivos para questionar o resultado das eleições presidenciais no Brasil, que consagraram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o seu quarto mandato após o segundo turno realizado em 25 de outubro de 2026.
A manifestação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar em entrevista que o processo eleitoral brasileiro teria parecido manipulado e apresentado uma imagem ruim para o mundo, mencionando também estranheza com a prorrogação do horário de votação.
Em resposta às críticas vindas de Washington, o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, classificou a fala do líder norte-americano como totalmente equivocada e ressaltou que não se deve interferir na política de outros países, apontando o modelo nacional como um exemplo de segurança jurídica e transparência.
A prorrogação da votação no segundo turno foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal, por meio de uma decisão do ministro Cristiano Zanin, após campanhas acionarem a Justiça devido a problemas logísticos causados por chuvas, alagamentos, interdições e falhas no transporte público e no fornecimento de energia.
Com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, superando o senador Flávio Bolsonaro, que alcançou 48,21%. O pleito marcou uma reviravolta histórica, tornando Lula o primeiro presidente desde a redemocratização a conseguir uma virada do primeiro para o segundo turno.
No panorama internacional, o voto dos brasileiros residentes no exterior refletiu a polarização da disputa. Lula liderou a preferência global, vencendo em 62 países, com forte desempenho na Europa, onde obteve expressiva votação na Alemanha, França, Espanha e Portugal.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro obteve a maioria dos votos em 38 países, concentrando suas principais vantagens em nações como Estados Unidos e Japão. A organização do pleito fora do Brasil envolveu mais de 918 mil eleitores aptos distribuídos em 134 países.
Fontes consultadas
- Lula venceu na Argentina, e Flávio Bolsonaro, nos EUA; veja MAPA | G1 g1.globo.com
- Lula ou Flávio: veja resultado do 1º turno das eleições na Alemanha | Rádio Itatiaia itatiaia.com.br
- Alckmin diz que fala de Trump sobre eleições brasileiras é 'totalmente equivocada' exame.com
- Do Recife para o Mundo: A Ascensão de Rafael Câmara, o Novo Piloto Brasileiro da Fórmula 1 tvcenario.com
- Lula vence na França, na Espanha e na China; Flávio Bolsonaro ganha no Japão e em Israel oglobo.globo.com