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Política

Governo da Argentina confirma entrada e viagem de Flávio Bolsonaro

Senador deixou o território brasileiro rumo ao Equador e aos Estados Unidos após decisão do STF.

Por 2 min de leitura

Governo da Argentina confirma entrada e viagem de Flávio Bolsonaro
Governo da Argentina confirma entrada e viagem de Flávio Bolsonaro

O governo da Argentina confirmou na madrugada desta quarta-feira que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sua esposa e suas duas filhas ingressaram no país vizinho na noite da última terça-feira. De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, a família cruzou a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú, na província de Misiones.

Logo após a entrada em território argentino, a comitiva embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. com destino a Guayaquil, no Equador. Segundo informações de plataformas de monitoramento aéreo e da imprensa internacional, a aeronave Gulfstream G400 realizou uma escala técnica para reabastecimento antes de seguir rota programada em direção aos Estados Unidos, tendo como destino final o aeroporto particular de Opa-Locka, em Miami.

A viagem ocorreu apesar de uma decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a proibição de saída do senador do Brasil e ordenou a entrega de seus passaportes. A medida foi adotada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. Como Flávio não entregou os documentos no prazo estipulado, os passaportes brasileiros foram cancelados pela Polícia Federal.

A saída do parlamentar acontece dias após o segundo turno das eleições presidenciais, nas quais o senador foi derrotado na disputa pelo Palácio do Planalto. O governo dos Estados Unidos confirmou que vistos de entrada e permanência serão concedidos ao senador e aos seus familiares para que possam se estabelecer no país norte-americano.

A rota do jato executivo foi planejada para evitar sobrevoar o espaço aéreo brasileiro, passando por países como Paraguai, Bolívia e Peru antes de alcançar a parada intermediária no Equador. O trajeto seguiu posteriormente rumo ao norte, sobrevoando o Panamá antes de ingressar no território norte-americano.

A atuação das autoridades migratórias argentinas gerou divergências iniciais, visto que órgãos do país haviam negado a presença do senador durante o dia anterior. Contudo, o comunicado oficial divulgado na madrugada detalhou que os quatro integrantes da família portavam documentação válida e não possuíam restrições legais vigentes para ingressar no território argentino naquele momento.

Fontes consultadas

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