GP de Singapura tem investigação de Verstappen e testes na Mercedes
Piloto da Red Bull é investigado por ultrapassagem sob bandeira amarela, enquanto Mercedes divide estratégias com dois carros de especificações diferentes.
O Grande Prêmio de Singapura de Fórmula 1 deste final de semana começou movimentado tanto nos tribunais esportivos quanto nas garagens. O piloto Max Verstappen, da Red Bull, passou a ser alvo de uma investigação oficial por uma suposta ultrapassagem sob bandeiras amarelas durante a sessão de classificação para a corrida sprint no circuito de Marina Bay.
A infração teria ocorrido enquanto o rival Lewis Hamilton, da Ferrari, reduzia a velocidade devido às bandeiras amarelas acionadas após um acidente envolvendo Sergio Perez na primeira fase do treino (SQ1), que espalhou detritos pela pista e provocou uma bandeira vermelha temporária. Hamilton reportou a situação imediatamente pelo rádio da equipe, ao passo que Verstappen também se manifestou logo depois para alegar que havia devolvido a posição ao adversário.
Após ser inicialmente anotado pelos comissários, o episódio avançou para uma investigação formal após o término da sessão. Caso seja considerado culpado pela infração às regras de bandeira amarela, o tetracampeão mundial, que busca sua primeira vitória em Singapura, poderá sofrer uma punição com a perda de posições no grid de largada.
Enquanto a Red Bull lida com a situação de Verstappen, a Mercedes adota uma abordagem incomum no circuito asiático. O chefe da escuderia alemã, Toto Wolff, comparou seus pilotos Kimi Antonelli e George Russell a dois pilotos de testes para este final de semana, com a utilização de especificações diferentes em seus carros.
A decisão ocorre após a equipe introduzir um pacote substancial de atualizações no W17 em Sepang, onde a Red Bull dominou com a vitória de Verstappen. Para entender se os novos componentes apresentaram falhas de funcionamento ou se o desempenho irregular foi influenciado pelas condições atípicas da pista anterior, a equipe optou por dividir as configurações em Singapura.
Dessa forma, Antonelli manteve a versão atualizada do W17, enquanto Russell retornou à especificação antiga do veículo para coletar dados comparativos. Na única sessão de treino livre realizada no fim de semana de sprint em Singapura, George Russell obteve o tempo mais rápido utilizando pneus macios, superando os demais concorrentes.
Toto Wolff pontuou que o carro novo aparenta ser mais complexo de pilotar do que a versão anterior, que demonstrava maior estabilidade e aderência. No entanto, o dirigente ressaltou que a avaliação ainda se baseia em uma única sessão de treinos livres e que mais tempo será necessário para conclusões definitivas sobre a direção de desenvolvimento.
A análise técnica faz parte do planejamento da equipe alemã para a temporada de 2027, mantendo o foco no teto orçamentário de 215 milhões de dólares e na estratégia de lançamento de atualizações. A Mercedes debate se deve continuar apostando em grandes pacotes de melhorias ou retornar a modificações menores e mais frequentes para facilitar a identificação de eventuais falhas.