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Esportes

Grêmio e Corinthians enfrentam riscos elevados de rebaixamento no Brasileirão

Clubes tradicionais lidam com crises institucionais, trocas no comando técnico e pressão da torcida na reta final do campeonato.

Por 2 min de leitura

Grêmio e Corinthians enfrentam riscos elevados de rebaixamento no Brasileirão
Grêmio e Corinthians enfrentam riscos elevados de rebaixamento no Brasileirão

A reta final do Campeonato Brasileiro coloca tradicionais equipes do futebol nacional em situação de alerta máximo devido ao risco real de rebaixamento para a Série B. Enquanto o Corinthians acumula uma sequência negativa e vê suas probabilidades de queda superarem os 40%, o Grêmio ocupa uma das vagas da zona de rebaixamento e lida com um calendário considerado bastante difícil nas próximas rodadas.

Levantamento do Departamento de Matemática da UFMG aponta que o Corinthians possui 41,1% de risco de descenso, estando na 16ª colocação com 32 pontos após sofrer uma goleada por 4 a 1 para o Palmeiras no Dérbi. O resultado negativo intensificou a pressão interna e gerou cobranças públicas de atletas, além de culminar na chegada do técnico Seedorf para tentar reverter a tendência nas últimas oito partidas.

Por sua vez, o Grêmio figura na 18ª posição com 31 pontos na tabela de classificação. Após o empate por 1 a 1 com o Internacional no clássico Gre-Nal, o técnico Renato Gaúcho fez duras críticas à montagem do elenco realizada pela diretoria e à quantidade de estrangeiros no grupo, sinalizando que eventuais consequências negativas na competição não devem ser atribuídas ao seu trabalho.

O cenário do Internacional, embora um pouco mais distante da zona da degola na 17ª colocação com os mesmos 32 pontos do Corinthians, também reflete preocupações estruturais. A equipe colorada tenta encontrar estabilidade sob o comando do técnico Eduardo Baptista, que assumiu recentemente com a missão de reorganizar o time após resultados irregulares.

Do outro lado do espectro na parte inferior da tabela, equipes como a Chapecoense e o Remo apresentam os maiores percentuais de risco de queda, com 99,75% e 97,7%, respectivamente. Em contrapartida, clubes como o São Paulo viram suas chances de rebaixamento caírem para menos de 1% após recentes triunfos na competição nacional.

Especialistas esportivos apontam que o rebaixamento de clubes de grande porte costuma ser impulsionado mais por desorganização institucional e administrativa do que estritamente por limitações técnicas dentro das quatro linhas. Dívidas expressivas e instabilidade nos bastidores aumentam a vulnerabilidade das equipes neste momento decisivo do torneio.

Fontes consultadas

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