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Brasil

Homem que manteve crianças reféns em CMEI de Curitiba é morto pela polícia

Ação do Bope encerrou o sequestro de 13 crianças, que foram resgatadas sem ferimentos graves após horas de tensão no bairro São Braz.

Por 2 min de leitura

Homem que manteve crianças reféns em CMEI de Curitiba é morto pela polícia
Homem que manteve crianças reféns em CMEI de Curitiba é morto pela polícia

Um homem armado com uma faca invadiu um Centro Municipal de Educação Infantil no bairro São Braz, em Curitiba, na tarde desta sexta-feira, mantendo 13 crianças de 3 a 4 anos reféns por cerca de três horas. A ocorrência terminou após uma intervenção tática da Polícia Militar e do Batalhão de Operações Especiais, que resultou na neutralização do sequestrador e no resgate seguro de todos os menores.

O incidente teve início quando o indivíduo ingressou na instituição de ensino infantil fingindo realizar uma entrega e portando um pacote. O comportamento atípico ao circular pelas dependências da escola alertou as docentes, que agiram prontamente e acionaram a Guarda Municipal e a Polícia Militar para conter a ameaça.

Dados preliminares indicam que 23 alunos estavam inicialmente na sala ocupada pelo invasor. Um primeiro grupo composto por oito menores foi liberado logo nos primeiros momentos da crise. As demais 13 crianças permaneceram sob o cativeiro até a conclusão da operação de invasão tática pelas forças de segurança.

Durante o cerco, moradores e equipes relataram momentos de forte tensão, incluindo o som de disparos e detonações de bombas de efeito moral nas imediações da unidade escolar. O Comando de Aviação mobilizou um helicóptero para monitorar a área, enquanto negociadores tentavam uma resolução pacífica para o caso.

O coronel Alexandre Lopes Dias, da Polícia Militar do Paraná, confirmou a veracidade de uma carta deixada pelo suspeito, na qual ele fazia ameaças, exigia a presença da imprensa e mencionava um suposto desafio de internet vinculado à plataforma Discord. Familiares e autoridades também receberam informações de que o homem possuía histórico de esquizofrenia.

A tenente Letícia, representante da corporação, confirmou o desfecho da operação e destacou que os menores resgatados passam bem. As vítimas foram encaminhadas para receber atendimento médico e psicológico especializado, além de reencontrarem seus familiares no local.

A Prefeitura de Curitiba mobilizou equipes multidisciplinares, incluindo profissionais de psicologia, para prestar acolhimento às famílias e aos profissionais da educação afetados pela situação de crise. Alunos de outras turmas e de escolas próximas foram dispensados e orientados a retornar para casa.

A Polícia Civil assumirá a responsabilidade pelas investigações para esclarecer minuciosamente as motivações da invasão e todos os fatores que culminaram no episódio violento dentro da instituição de ensino infantil.

Fontes consultadas

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