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Brasil

Impacto de moluscos varia de praga agrícola a resgate urbano e manejo de plantas

Presença de moluscos terrestres mobiliza equipes de resgate no interior paulista, preocupa produtores de soja e inspira o uso caseiro de borra de café.

Por 3 min de leitura

Impacto de moluscos varia de praga agrícola a resgate urbano e manejo de plantas
Impacto de moluscos varia de praga agrícola a resgate urbano e manejo de plantas

Moluscos terrestres como lesmas e caracóis ganharam destaque em diferentes frentes no país, desde ocorrências em áreas urbanas até desafios enfrentados por produtores rurais e entusiastas da jardinagem. Enquanto animais silvestres que se alimentam desses invertebrados aparecem em residências, lavouras lidam com danos significativos no início do desenvolvimento de culturas.

No interior de São Paulo, na cidade de Taquarituba, uma serpente conhecida popularmente como papa-lesma foi encontrada dentro de uma casa e resgatada pela Defesa Civil. A espécie, que não é peçonhenta e tem pequeno porte, tem sua alimentação diretamente associada a moluscos e pequenos invertebrados, desempenhando um papel importante no equilíbrio ecológico dos ecossistemas.

A Defesa Civil do município reforçou que esses animais silvestres não oferecem riscos aos seres humanos, mas orientou que, ao encontrar qualquer serpente em ambiente urbano, a população deve manter distância e evitar tentativas de captura ou manuseio. O acionamento de equipes especializadas garante a segurança tanto dos moradores quanto da fauna local.

Enquanto no meio urbano a relação com as lesmas pode envolver predadores naturais, no campo os moluscos representam uma ameaça real para a agricultura. Em Mato Grosso do Sul, a Associação dos Produtores de Soja do Estado identificou a presença de caracóis e lesmas em lavouras das regiões Oeste, Sul e Norte durante a safra, alertando para danos que podem comprometer a formação das plantações.

De acordo com a entidade agrícola, espécies como a lesma Sarasinula linguaeformis e o caracol Drymaeus interpunctus atacam folhas jovens, cotilédones e hastes, podendo provocar a morte de plantas e a necessidade de replantio em casos graves. A alta umidade e a presença de palhada favorecem a proliferação e o abrigo desses animais, exigindo monitoramento constante desde a semeadura e o uso de estratégias específicas de controle registradas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Em menor escala, em ambientes domésticos e vasos de plantas, muitas pessoas buscam alternativas caseiras para afastar esses invertebrados e melhorar a qualidade da terra. O uso de borra de café tem sido adotado por jardineiros amadores, e estudos apontam que compostos como a cafeína podem ajudar a repelir ou eliminar moluscos, além de favorecer a microestrutura do solo quando misturados corretamente.

Especialistas lembram, contudo, que o uso do resíduo de café exige cautela e dosagem adequada para evitar prejuízos ao crescimento das plantas. Dessa forma, seja no manejo de pragas agrícolas, na preservação da fauna silvestre ou nos cuidados com o jardim, a compreensão do comportamento e do papel ecológico desses animais é fundamental para lidar com eles de maneira segura e eficiente.

Fontes consultadas

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