Pular para o conteúdo
Brasil

Incêndio destrói laboratórios da UFPE e motiva acionamento da Polícia Federal

O fogo de grande proporção consumiu equipamentos e décadas de pesquisas científicas na Universidade Federal de Pernambuco, marcando o terceiro incidente do tipo na instituição em oito dias.

Por 3 min de leitura

Incêndio destrói laboratórios da UFPE e motiva acionamento da Polícia Federal
Incêndio destrói laboratórios da UFPE e motiva acionamento da Polícia Federal

Um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio da antiga Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizado na Cidade Universitária, no Recife. As chamas começaram na noite de uma quarta-feira e só foram controladas na manhã do dia seguinte, destruindo sedes de empresas em incubação e laboratórios de pesquisa.

De acordo com informações da reitoria da universidade, o prejuízo estimado com a destruição de equipamentos, amostras científicas e pesquisas acadêmicas alcança a marca de R$ 100 milhões. Entre os materiais perdidos estão cerca de 80 dissertações de mestrado e teses de doutorado, além de 20 anos de dados acumulados em estudos de áreas como combate ao câncer e à Covid-19.

O episódio chamou a atenção por representar o terceiro incêndio em instalações da UFPE no intervalo de apenas oito dias. O primeiro caso ocorreu em 30 de setembro no Departamento de Física, seguido por um segundo incidente em 4 de outubro no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, situado no Centro de Biociências da instituição.

Diante da gravidade da ocorrência, a administração da universidade acionou a Polícia Federal para conduzir as investigações sobre as causas do fogo. Em paralelo, o ministro e advogado-geral da União, Jorge Messias, determinou que a Procuradoria-Geral Federal designe uma comissão de procuradores para acompanhar de perto as apurações e adotar as medidas legais cabíveis.

Representantes da comunidade acadêmica destacaram a magnitude sem precedentes do acidente na instituição e ressaltaram a perda irreparável de material biológico e de amostras de sangue. Apesar da proximidade do prédio atingido com a Casa do Estudante, residência estudantil da universidade, não houve registro de vítimas fatais ou feridos graves, embora o risco de propagação do fogo fosse elevado devido à quantidade de material inflamável.

Investigações adicionais também foram solicitadas por parlamentares após denúncias de que estudantes teriam recebido ameaças de cunho político horas antes do início do fogo. O deputado federal eleito Jones Manoel compartilhou capturas de tela com mensagens intimidatórias e pediu a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para apurar a hipótese de o incêndio ter motivação criminosa.

Apesar das suspeitas iniciais levantadas por fontes locais de que as chamas poderiam ter começado no sistema de ar-condicionado de uma das salas, a confirmação oficial sobre a origem do sinistro dependerá dos resultados da perícia técnica. A Polícia Federal ainda não emitiu pronunciamento oficial detalhendo os rumos da investigação sobre o caso.

Fontes consultadas

Leia também