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Brasil

Influenciador Gabriel Spalone é preso em São Paulo por extorsão de ex-sócios

Investigado por aplicar golpe com criptomoeda falsa, o suspeito teria utilizado identidade falsa associada ao PCC para intimidar vítimas e cobrar valores.

Por 3 min de leitura

Influenciador Gabriel Spalone é preso em São Paulo por extorsão de ex-sócios
Influenciador Gabriel Spalone é preso em São Paulo por extorsão de ex-sócios

O influenciador digital e empresário Gabriel Spalone Alves, de 29 anos, foi preso temporariamente em sua residência em São Paulo nesta quinta-feira (8). A ação foi conduzida por agentes da 1ª Delegacia Antissequestro, vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas, sob a suspeita de envolvimento em crimes de extorsão, coação e ameaças graves direcionadas a dois antigos sócios.

Com uma audiência superior a 700 mil seguidores em suas redes sociais, o investigado cultivava publicamente uma imagem de sucesso financeiro expressivo. Ele se autodenominava investidor e empreendedor no setor de ativos digitais, além de figurar como proprietário de empresas voltadas ao mercado internacional, como a Dubai Cash e a Next Trading Dubai.

A origem do conflito remonta a uma sociedade mantida entre Spalone e os dois empresários em uma companhia dos ramos de tecnologia e transporte. Conforme as apurações policiais, o influenciador convenceu os parceiros a aplicarem recursos financeiros em uma moeda digital chamada Lifecoin ou Life Coin.

Após realizarem os aportes, contudo, os empresários constataram irregularidades e descobriram que o ativo digital negociado era inexistente, acumulando um prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão. Diante do rombo financeiro, as partes inicialmente decidiram que o montante perdido seria compensado por meio do desconto na parcela de lucros que caberia a Spalone na sociedade comercial.

A situação mudou de rumo quando o influenciador passou a exigir o reembolso dos valores que lhe foram descontados. As investigações apontam que ele criou um perfil falso em um aplicativo de mensagens para se passar por um quarto investidor e suposto integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, enviando ameaças intimidatórias tanto aos sócios quanto a seus familiares.

Após seis meses de apuração e diligências conduzidas pela polícia, constatou-se que o suposto emissor das mensagens intimidatórias era o próprio empresário. Durante a operação de cumprimento da ordem de prisão expedida pela Justiça, os agentes apreenderam diversos equipamentos eletrônicos, incluindo celulares, um iPad e um notebook, que serão submetidos a exames periciais.

Além do inquérito atual relacionado à extorsão, o histórico judicial de Spalone registra outras ocorrências de natureza criminal. Ele responde a processos por furto qualificado e associação criminosa, acusado de participação em um esquema milionário de desvios financeiros por meio de transferências via Pix que totalizariam quantias expressivas, tendo inclusive passado por extradição da Argentina e obtido liberdade provisória anterior.

A defesa constituída pelo influenciador se manifestou publicamente rechaçando as acusações, negando qualquer tipo de envolvimento com fraudes financeiras e refutando veementemente qualquer ligação com organizações criminosas.

Fontes consultadas

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