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Esportes

Influenciadora chinesa pede desculpas após fraude na Maratona de Berlim

Sun Yuanyuan foi desmascarada por usar bicicleta em trecho da prova e teve contrato rompido por patrocinadora.

Por 3 min de leitura

Influenciadora chinesa pede desculpas após fraude na Maratona de Berlim
Influenciadora chinesa pede desculpas após fraude na Maratona de Berlim

A influenciadora digital chinesa Sun Yuanyuan, conhecida na internet como Abeeeer, pediu desculpas publicamente após ser descoberta utilizando uma bicicleta durante a Maratona de Berlim, realizada no final de setembro de 2026. A criadora de conteúdo, que possui centenas de milhares de seguidores em plataformas digitais, havia celebrado em suas redes sociais a conclusão do percurso com o tempo de 4 horas, 53 minutos e 46 segundos, classificando o resultado como seu recorde pessoal.

A farsa veio à tona no início de outubro de 2026, quando a conta especializada em monitoramento de resultados esportivos suspeitos Official Marathon Time Integrity Unit divulgou registros fotográficos da influenciadora na garupa de uma bicicleta. As imagens correspondiam à altura do quilômetro 38 do trajeto oficial, que possui uma extensão total de 42,195 quilômetros.

Os dados analíticos da prova reforçaram as suspeitas sobre a participante. Embora o ritmo geral de Sun Yuanyuan tenha apresentado quedas nas etapas iniciais da competição, os registros indicaram uma aceleração incomum no trecho compreendido entre o quilômetro 35 e o quilômetro 40, percorrido em apenas 30 minutos e 49 segundos. O intervalo atípico coincidiu exatamente com o trecho em que ela foi flagrada utilizando o transporte de duas rodas.

Diante da repercussão negativa e das evidências apresentadas pelo perfil de fiscalização — fundado por corredores australianos para monitorar atuações duvidosas de influenciadores —, a corredora utilizou as redes sociais em 3 de outubro para admitir a infração. Ela justificou que seu estado físico não era favorável durante o evento, mas ponderou que o argumento não servia de desculpa para sua conduta inadequada.

Em manifestação escrita em mandarim, a criadora de conteúdo reconheceu que sua atitude representou uma falta de respeito com os princípios de integridade da modalidade e com a ética competitiva. Ela também confessou ter omitido o ocorrido ao relatar sua experiência online, classificando a omissão como uma ação desonesta, e procedeu com a exclusão de todas as postagens referentes à maratona em seu perfil na rede social Xiaohongshu.

As consequências do episódio ultrapassaram o ambiente virtual. No dia seguinte à confissão, a marca de artigos esportivos Brooks China, que mantinha parceria comercial com a influenciadora para o evento, comunicou o encerramento imediato do vínculo colaborativo após averiguar os fatos, além de prometer rigor ampliado em futuras seleções de parceiros.

A repercussão do caso dividiu opiniões entre os usuários da internet. Enquanto parte do público demonstrou solidariedade e aceitou o pedido de retratação sob o argumento de que falhas são humanas, outros criticaram a postura da influenciadora, sugerindo que o arrependimento só ocorreu devido ao flagrante público e apontando inconsistências em seu engajamento digital.

O incidente protagonizado por Sun Yuanyuan reforça o histórico de tentativas de burlar regras em grandes eventos de corrida ao redor do mundo. Casos emblemáticos anteriores incluem a desclassificação de Rosie Ruiz na Maratona de Boston de 1980, punições em massa em provas na China e o banimento perpétuo de atletas flagrados em fraudes de qualificação para competições internacionais.

Fontes consultadas

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