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Brasil

Investigação aponta plano do PCC para matar tenente da Rota em São Paulo

Suspeito de atirar contra oficial do Batalhão de Choque teria recebido missão de facção criminosa para conseguir aposentadoria do crime.

Por 2 min de leitura

Investigação aponta plano do PCC para matar tenente da Rota em São Paulo
Investigação aponta plano do PCC para matar tenente da Rota em São Paulo

Um suspeito de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria recebido a ordem de cometer um homicídio contra um policial militar para conseguir se desligar da facção criminosa. A revelação consta em depoimento prestado à polícia em julho, relacionado ao atentado sofrido pelo tenente Ronickson Pimentel dos Santos, do Batalhão de Choque da Rota, baleado em 27 de junho na Grande São Paulo.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias e apontado como autor do tiro que atingiu a nuca do oficial, teria recebido a missão após integrar o setor de disciplina da organização criminosa. A esposa do investigado relatou às autoridades que o cumprimento dessa tarefa representaria a chamada aposentadoria do criminoso.

O ataque contra o tenente ocorreu pela manhã, enquanto o oficial aguardava em um semáforo localizado na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Imagens capturadas no local demonstraram que dois indivíduos em uma motocicleta se aproximaram do policial, momento em que o passageiro efetuou um disparo à queima-roupa na cabeça da vítima. As autoridades apontam que a ação foi premeditada e precedida por monitoramento dos deslocamentos do militar.

Durante as diligências policiais realizadas em busca de suspeitos envolvidos no atentado, pelo menos sete homens acabaram mortos pela corporação. Entre eles estava Marcelo de Jesus Dias, apontado como o piloto da motocicleta utilizada na investida, que morreu em um suposto confronto com policiais na zona sul da capital paulista.

O caso também gerou desdobramentos judiciais envolvendo denúncias de abusos cometidos durante as apurações. A esposa de Golias acusou agentes de segurança de submetê-la a violência física e constrangimento para obter informações sobre o paradeiro do marido, enquanto a Justiça determinou a apresentação de registros de câmeras corporais da corporação após contestações de réus sobre a condução das investigações.

Enquanto as autoridades seguem em busca do suspeito principal, que permaneceu foragido, a motivação exata por trás da ordem para executar o tenente da Rota ainda permanece sob apuração policial.

Fontes consultadas

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