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Irã ameaça Estados Unidos com danos enormes em caso de novos ataques

Declarações de autoridades iranianas ocorrem em meio a tensões crescentes e impasses diplomáticos no Oriente Médio.

Por 2 min de leitura

Irã ameaça Estados Unidos com danos enormes em caso de novos ataques
Irã ameaça Estados Unidos com danos enormes em caso de novos ataques

O novo Ministro da Defesa do Irã, Mehrdad Akhlaghi, ameaçou infligir danos enormes aos Estados Unidos e aos aliados da região caso Washington decida retomar sua campanha militar contra o território iraniano. As declarações foram feitas logo após o responsável receber o voto de confiança para o cargo, em um contexto de conflito prolongado que já dura quase sete meses.

Segundo Akhlaghi, a população pode ter a certeza de que forças estrangeiras provavelmente não ousarão atacar o país novamente, alertando que qualquer investida resultará em consequências severas tanto para os norte-americanos quanto para os países vizinhos. O ministro também enfatizou que o fortalecimento da Frente de Resistência será um dos principais eixos de sua gestão à frente da pasta da Defesa.

A escalada verbal não se limitou ao Ministério da Defesa. Yahya Rahim Safavi, conselheiro do líder supremo iraniano, advertiu que o conflito poderá ser estendido até o Oceano Índico caso novos bombardeios sejam lançados pelos Estados Unidos. A menção ao oceano aponta para potenciais desdobramentos estratégicos em áreas distantes da costa iraniana em resposta a eventuais ações militares.

Em paralelo, o Estado-Maior das Forças Armadas do Irã emitiu um comunicado afirmando que qualquer ataque contra os interesses iranianos provocará bombardeios contínuos e devastadores contra instalações dos Estados Unidos no Oriente Médio. O comando militar também pontuou que governos que colaborarem com uma eventual ofensiva americana serão considerados aliados da ação e sofrerão represálias firmes de Teerã.

As tensões na região continuam elevadas, alimentadas por disputas em rotas cruciais para o transporte global de petróleo, como o Estreito de Ormuz. O tráfego marítimo comercial tem enfrentado incidentes frequentes e ameaças à segurança de embarcações, o que mantém a navegação sob forte vigilância internacional e aumenta os riscos econômicos globais.

Enquanto isso, a diplomacia enfrenta momentos de incerteza. Embora representantes de Washington e Teerã tenham mantido contatos recentes nos bastidores da Assembleia Geral da ONU em Nova York e por meio de intermediários, as negociações definitivas permanecem paralisadas desde que um memorando de entendimento anterior não avançou de forma concreta.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que ainda avalia os próximos passos em relação ao país persa, oscilando entre a possibilidade de buscar acordos pós-eleitorais e a ameaça de ações militares intensas. Autoridades de países do Golfo, por sua vez, têm manifestado preocupação com a possibilidade de uma conflagração generalizada que afete a infraestrutura energética regional.

Fontes consultadas

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