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Política

Itamaraty rebate Milei após presidente argentino sugerir fraude eleitoral

Governo brasileiro classificou as declarações do líder argentino como uma tentativa inaceitável de ingerência externa no processo democrático do país.

Por 2 min de leitura

Itamaraty rebate Milei após presidente argentino sugerir fraude eleitoral
Itamaraty rebate Milei após presidente argentino sugerir fraude eleitoral

O Ministério das Relações Exteriores publicou uma nota oficial nesta terça-feira (20) para repudiar as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, que insinuou a possibilidade de fraude no segundo turno das eleições brasileiras. A votação decisiva está marcada para o próximo domingo (25).

Em publicações feitas em uma rede social, o líder argentino compartilhou um trecho de uma entrevista recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fez acusações contra o sistema de voto eletrônico e o Poder Judiciário do Brasil. Na postagem, Milei utilizou termos ofensivos contra o petista e afirmou esperar que a campanha adversária não recorra ao roubo de votos.

A chancelaria brasileira classificou a postura do chefe de Estado vizinho como desequilibrada e antidemocrática. Na nota oficial, o Itamaraty afirmou que as manifestações constituem uma nova e inaceitável tentativa de ingerência externa na política interna e no processo democrático nacional.

O governo brasileiro também destacou que o presidente argentino repete inverdades disseminadas por grupos derrotados em pleitos anteriores e que tentaram subverter a ordem institucional. A pasta reforçou a confiabilidade da urna eletrônica, lembrando que o sistema é seguro e foi chancelado por observadores internacionais durante o primeiro turno.

Segundo o comunicado do governo, a definição sobre os rumos políticos do Brasil compete exclusivamente aos cidadãos brasileiros, que deverão comparecer às urnas de maneira livre e sem qualquer tipo de interferência estrangeira no próximo dia 25.

As relações diplomáticas entre Brasil e Argentina enfrentam turbulências desde julho, quando Javier Milei participou de um evento político no país e proferiu ofensas públicas contra o presidente brasileiro e contra um ministro do Supremo Tribunal Federal. Como resposta às declarações anteriores, o governo brasileiro convocou o embaixador em Buenos Aires de volta ao país e rebaixou o nível da representação diplomática para um cargo de encarregado de negócios.

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