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Justiça condena pai após morte de criança em queda de janela no Chipre

Homem britânico admitiu responsabilidade culposa após colocar o filho de dois anos no parapeito para ver um parque aquático.

Por 2 min de leitura

Justiça condena pai após morte de criança em queda de janela no Chipre
Justiça condena pai após morte de criança em queda de janela no Chipre

Um tribunal do Chipre multou um cidadão britânico em três mil euros, o equivalente a cerca de 17 mil reais, após o homem admitir a responsabilidade pela morte de seu filho de dois anos, que caiu da janela de um hotel. O caso ocorreu durante o primeiro dia de férias da família no King Evelthon Beach Hotel and Resort, localizado na região de Pafos.

De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades locais, Joshua Foster, de 37 anos, colocou a criança no parapeito para que ela pudesse observar a vista de um parque aquático situado nas imediações. O menino acabou se desequilibrando e despencando de uma altura de aproximadamente doze metros.

Durante a audiência judicial, o pai confessou ter causado o óbito por meio de um ato considerado imprudente, precipitado ou perigoso. O Tribunal Distrital registrou que o acusado acreditava erroneamente que o vidro da janela estava fechado no momento em que ergueu a criança.

A viagem contava com a presença da esposa de Foster, da outra filha do casal e dos sogros do britânico, que haviam chegado ao estabelecimento hoteleiro poucas horas antes da tragédia. Após o acidente, o pai permaneceu sob custódia policial durante oito dias antes de sua reapresentação à justiça.

Em paralelo a ocorrências internacionais envolvendo menores, dados recentes divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria alertam para a gravidade de acidentes domésticos e quedas no Brasil. Entre os anos de 2016 e 2025, o país registrou mais de 330 mil internações de crianças com menos de dez anos em decorrência de quedas, média que ultrapassa 33 mil hospitalizações anuais.

Especialistas em saúde infantil reforçam a necessidade de medidas preventivas rigorosas em diferentes fases do crescimento, tais como a instalação de telas de proteção em janelas e sacadas, a supervisão constante em locais elevados e a atenção redobrada com camas e superfícies que ofereçam riscos de desnível.

Após a conclusão dos procedimentos legais no Chipre, a defesa informou que o pai expressou o desejo de retornar ao Reino Unido para reencontrar seus familiares, enquanto o caso permanece como um alerta internacional sobre os perigos associados à falta de barreiras de contenção em edifícios.

Fontes consultadas

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