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Política

Kátia Abreu questiona papel de Janja e pede mais espaço para Alckmin na campanha

Ex-senadora defendeu em reunião fechada do PT uma revisão na estratégia eleitoral e criticou a exposição da primeira-dama.

Por 2 min de leitura

Kátia Abreu questiona papel de Janja e pede mais espaço para Alckmin na campanha
Kátia Abreu questiona papel de Janja e pede mais espaço para Alckmin na campanha

A ex-senadora e coordenadora da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Tocantins, Kátia Abreu, criticou abertamente a atuação da primeira-dama Janja da Silva durante uma reunião da cúpula do Partido dos Trabalhadores realizada em Brasília. O encontro ocorreu após o primeiro turno e foi marcado por debates internos sobre os rumos da estratégia eleitoral da legenda.

Durante a reunião fechada, Kátia Abreu defendeu a necessidade de priorizar a reeleição do presidente em detrimento da exposição da primeira-dama, cunhando a frase de que a prioridade deve ser eleger o marido e não aparecer. A ex-parlamentar argumentou que o momento exige cautela sobre o que está gerando simpatia e votos junto ao eleitorado.

Além das críticas a Janja, a ex-senadora propôs uma guinada na campanha com a redução da presença da primeira-dama nos comícios e a ampliação da participação do vice-presidente Geraldo Alckmin. Para Kátia, Alckmin possui maior capacidade de dialogar com setores estratégicos, como o mercado financeiro e os empresários, além de ter ampla experiência política.

As declarações repercutiram rapidamente no cenário político e geraram forte interesse digital, com disparos nas buscas pelo nome da ex-parlamentar na internet. A coluna do jornal O Globo e outros veículos apontaram que a manifestação da ex-senadora expressou um incômodo mais amplo já existente entre alguns setores e lideranças da legenda governista.

Em resposta às críticas, a primeira-dama enviou uma mensagem de texto à ex-senadora e, por meio de sua assessoria, afirmou que continuará participando ativamente dos eventos de campanha. O gabinete de Janja ressaltou que sua atuação é legítima e conta com o respaldo direto do presidente Lula, indicando que não haverá recuo em sua presença pública.

Kátia Abreu também direcionou críticas à condução da comunicação institucional do terceiro mandato de Lula, comparando a estratégia a uma falha de aproximação com a sociedade. Segundo ela, as diversas medidas positivas implementadas nas áreas de saúde e educação falharam em alcançar a população de forma efetiva, o que teria beneficiado adversários no pleito.

Filiada recentemente ao PT após passagens por legendas como DEM, PP e MDB, Kátia Abreu defendeu a necessidade de agregar lideranças e construir um conselho mais abrangente para a reta final da disputa. As divergências evidenciam os desafios internos enfrentados pela coligação para ajustar a rota e consolidar apoios regionais e setoriais.

Fontes consultadas

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