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Política

Lobista diz que Lulinha se reunia com ministros e anuncia delação

Investigada por suspeita de tráfico de influência, Roberta Luchsinger afirmou em entrevista que pretende colaborar com a Justiça e não poupará o presidente Lula e seu filho.

Por 2 min de leitura

Lobista diz que Lulinha se reunia com ministros e anuncia delação
Lobista diz que Lulinha se reunia com ministros e anuncia delação

A lobista Roberta Luchsinger afirmou neste sábado que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mantinha reuniões semanais com ministros do governo liderado por seu pai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alvo de investigações da Polícia Federal por suposto tráfico de influência na gestão federal, Luchsinger declarou que pretende propor um acordo de delação premiada para detalhar o caso.

Em entrevista concedida à CNN Brasil, a investigada criticou duramente o chefe do Executivo federal e o filho dele. Segundo Luchsinger, as reuniões ocorriam de forma frequente para troca de diálogos variados com integrantes da Esplanada dos Ministérios. A lobista garantiu que sua colaboração com as autoridades abrangerá todos os envolvidos, sem exceção.

A investigação na qual Luchsinger e Lulinha são citados está relacionada à Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social. Os investigadores identificaram repasses financeiros direcionados à lobista por meio de um empresário investigado, montantes que, conforme a Polícia Federal, poderiam estar ligados ao filho do presidente.

As declarações ocorrem após o presidente Lula classificar publicamente a investigada como pilantra durante uma entrevista concedida em agosto à TV Globo. Na ocasião, o mandatário negou qualquer envolvimento de seu filho nas supostas irregularidades e afastou a veracidade das acusações que circulam sobre o caso.

Revoltada com as declarações do presidente, Luchsinger afirmou que passou a receber ameaças após o episódio e criticou a postura de Lulinha diante da repercussão do caso. Ela se definiu como vítima de um processo em que estaria arcando sozinha com as responsabilidades e chamou ambos de covardes e cúmplices.

Por meio de nota oficial divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o Palácio do Planalto negou veementemente qualquer tipo de interlocução ou conhecimento sobre as demandas da lobista por parte do presidente Lula. O governo também apontou estranheza com o momento em que as declarações vieram a público, classificando a manifestação como uma tentativa de tumultuar o processo democrático e manipular a opinião pública às vésperas do segundo turno das eleições.

Fontes consultadas

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