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Política

Lula cobra votação da escala 6x1 e articula apoios em São Paulo

Em ato na Avenida Paulista neste domingo, o presidente defendeu a mobilização de eleitores ausentes no primeiro turno e cobrou celeridade na análise do fim da jornada de seis dias de trabalho.

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Lula cobra votação da escala 6x1 e articula apoios em São Paulo
Lula cobra votação da escala 6x1 e articula apoios em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, cobrou neste domingo (11) a votação da Proposta de Emenda à Constituição que visa alterar a jornada de trabalho conhecida como escala 6x1, modelo em que o empregado cumpre seis dias de labor com direito a um de descanso. A declaração ocorreu durante entrevista concedida antes de sua participação em um ato público na Avenida Paulista, em São Paulo.

Segundo o chefe do Executivo, o calendário da matéria já havia sido alinhado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com previsão de análise para a próxima quarta-feira. Lula criticou qualquer tentativa de postergar a deliberação para depois do segundo turno das eleições, argumentando que a população tem o direito de conhecer publicamente a posição dos parlamentares e dos partidos sobre a ampliação dos períodos de descanso para os trabalhadores.

A manifestação política ocorreu nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo e reuniu apoiadores, lideranças governamentais e representantes de entidades estudantis e científicas. Durante o pronunciamento, o candidato petista enfatizou a necessidade de ampliar a captação de votos entre os eleitores que não compareceram às urnas na primeira etapa do pleito, estimada em cerca de 30 milhões de pessoas.

Lula destacou a importância de dialogar com os cidadãos que deixaram de votar, incluindo o público com mais de 70 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Para o presidente, o engajamento cívico é fundamental para o futuro das próximas gerações e deve abranger inclusive aqueles que não demonstram afinidade imediata com a política partidária.

O evento na capital paulista contou com a presença de diversas autoridades e aliados, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros de Estado, além de governadores reeleitos. Na pauta apresentada aos manifestantes, o candidato defendeu investimentos contínuos em educação, fortalecimento da pesquisa científica, transição energética e a modernização tecnológica da economia voltada para novas demandas mercadológicas.

Em paralelo aos atos na Avenida Paulista, simpatizantes da campanha realizaram caminhadas e mobilizações públicas em outras localidades, como no centro de Campinas, no interior paulista, e na região da Praça Sete, em Belo Horizonte. As agendas ocorrem em meio ao acirramento da disputa presidencial para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, quando Lula enfrentará o adversário Flávio Bolsonaro.

Fontes consultadas

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