Lula é eleito presidente pela quarta vez e defende regulação das redes
Em seu primeiro discurso após a vitória no segundo turno das eleições gerais, o petista destacou a importância da juventude e prometeu mudanças na forma de governar.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República pela quarta vez neste domingo, 25, após uma virada histórica no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Em seu primeiro discurso após o resultado, realizado ao lado de aliados e da esposa, Janja, o petista afirmou ter derrotado a mentira, exaltou a participação da juventude e defendeu a regulação das redes sociais.
Com a voz rouca devido às comemorações, Lula passou inicialmente a palavra ao vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. Alckmin agradeceu a generosidade do povo brasileiro, destacou o papel das mulheres e dos idosos e afirmou que o presidente salvou a democracia brasileira pela segunda vez.
Lula agradeceu a lealdade de seu vice e a mobilização popular, ressaltando que o país registrou o menor número de abstenções e de votos nulos da história. Ele direcionou agradecimentos especiais à juventude brasileira, apontada por ele como fundamental para ir às ruas e defender o processo democrático.
A vitória consolidada no segundo turno foi impulsionada por um forte avanço nos três estados que concentram mais de 40% do eleitorado nacional: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Juntos, esses estados registraram um crescimento de 4,53 milhões de votos para Lula entre o primeiro e o segundo turnos, mais do que o dobro do avanço obtido por seu adversário, que somou 1,97 milhão de votos a mais.
Em São Paulo, o petista ampliou sua votação de 9,5 milhões para 12,1 milhões, reduzindo a vantagem de Flávio Bolsonaro no estado de 3,42 milhões para 2,02 milhões de votos. No Rio de Janeiro, a diferença favorável ao candidato do PL caiu de 1,27 milhão para cerca de 604 mil votos.
O cenário mais emblemático ocorreu em Minas Gerais, onde Lula reverteu a desvantagem do primeiro turno e terminou à frente por uma margem estreita de aproximadamente 99 mil votos, após somar pouco mais de um milhão de novos votos na etapa decisiva.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral indicam que a taxa de abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo turno. A redução reflete os esforços de campanhas voltadas ao combate à abstenção, incentivando o comparecimento expressivo dos eleitores às urnas em todo o país.