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Política

Lula e Flávio Bolsonaro batem boca em primeiro debate presidencial do segundo turno

Encontro promovido pela Band neste domingo foi marcado por intensas trocas de acusações sobre corrupção, segurança pública e investigações envolvendo familiares.

Por 3 min de leitura

Lula e Flávio Bolsonaro batem boca em primeiro debate presidencial do segundo turno
Lula e Flávio Bolsonaro batem boca em primeiro debate presidencial do segundo turno

O primeiro debate televisivo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), válido pelo segundo turno das eleições presidenciais, foi realizado na noite deste domingo, em São Paulo. Promovido pelo Grupo Bandeirantes, o encontro de duas horas contou com perguntas de jornalistas e blocos de confronto direto, tendo como tom predominante a troca de ataques e acusações mútuas sobre investigações, corrupção e gestões passadas.

Logo na chegada aos estúdios, os candidatos sinalizaram o clima acalorado da disputa. O presidente Lula compareceu vestindo uma gravata tricolor nas cores azul, verde e amarela, acompanhado pela primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja. Já o senador Flávio Bolsonaro chegou ao lado de aliados políticos como o deputado Nikolas Ferreira e os governadores Sergio Moro e Tarcísio de Freitas, declarando que pretendia confrontar diretamente o atual mandatário.

O primeiro bloco iniciou-se com questionamentos da bancada de jornalistas sobre segurança pública. Flávio Bolsonaro prometeu declarar guerra ao narcoterrorismo e classificar facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas, além de propor a ampliação de vagas no sistema penitenciário. Em resposta, Lula criticou o adversário por não ter apoiado a PEC da Segurança Pública enviada pelo governo ao Congresso e defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública.

O confronto direto esquentou com discussões sobre denúncias e investigações criminais. O senador questionou o petista sobre declarações da lobista Roberta Luchsinger a respeito de supostas reuniões de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com ministros, e cobrou explicações sobre o paradeiro do filho do presidente. Lula rebateu afirmando que a situação da lobista é um caso afeto à Polícia Federal e garantiu que seu filho é inocente, colocando à disposição os dados bancários e telefônicos para apurações.

Por sua vez, o chefe do Executivo questionou o parlamentar do PL sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do escândalo do Banco Master, e cobrou esclarecimentos sobre o destino de recursos associados a produções cinematográficas. Flávio retrucou afirmando que a prisão de Vorcaro ocorreu por determinação do ministro André Mendonça e acusou a atual gestão de corrupção, exibindo a mão com a palavra escrita à caneta. O debate também registrou momentos de tensão com discussões sobre a pandemia de Covid-19, gestão do Sistema Único de Saúde e propostas para a economia.

Na reta final do programa, durante o bloco de considerações finais e confrontos livres, o clima voltou a se elevar com gritos e tumulto na plateia. Lula desafiou o oponente e os membros da família Bolsonaro a abrirem os sigilos bancários e telefônicos conjuntamente no dia seguinte para esclarecer suspeitas. Flávio, por sua vez, reforçou promessas de campanha ligadas à mobilidade social e combate à criminalidade, encerrando o primeiro embate televisivo direto entre ambos no segundo turno da corrida presidencial.

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