Lula e Flávio Bolsonaro intensificam estratégias para reta final do segundo turno
Debates televisivos, comícios de rua e embates sobre pautas econômicas e sociais marcam os últimos dias da disputa presidencial.
A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo (25), as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) concentram esforços em debates televisivos e na mobilização de eleitores nas ruas, com foco especial na região Sudeste, que abriga os maiores colégios eleitorais do país.
Pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente apontam cenário de empate técnico na disputa pelo Palácio do Planalto. O levantamento do instituto Datafolha indicou Flávio com 47% e Lula com 45%, enquanto a pesquisa da Quaest apontou 46% para o candidato do PL e 44% para o atual presidente. Diante dos números, os dois lados buscam explorar fragilidades do adversário e consolidar suas propostas.
A estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro aposta em rebater acusações sobre supostos cortes em programas sociais, detalhar propostas voltadas a eleitores menos ideológicos e intensificar a presença digital com cortes dos debates. Aliados do senador também avaliam explorar a jovialidade do candidato na comparação com o rival e resgatar temas como o custo de vida, a segurança pública e denúncias ligadas ao entorno do governo petista.
Por outro lado, a campanha de Lula aposta fortemente na temática do fim da escala de trabalho 6x1, pauta promulgada recentemente pelo Congresso após aprovação no Senado e que conta com apoio expressivo da população. A equipe do petista pretende explorar a mudança de postura de Flávio, que inicialmente criticava a iniciativa e depois votou a favor, para acusar o adversário de oportunismo político.
Nos debates promovidos pelas emissoras de televisão, o presidente busca destacar medidas de apelo popular, como a tarifa zero no transporte público aos fins de semana, a ampliação do limite de faturamento para microempreendedores individuais e a criação de um programa de incentivo financeiro para universitários. Além disso, a coordenação da campanha petista aposta em uma ofensiva nas redes sociais com a participação de jovens influenciadores e em viagens de campanha pelo país.
Enquanto os aliados de Flávio Bolsonaro planejam atos públicos em estados estratégicos como São Paulo e Minas Gerais para fortalecer a oposição, a campanha de Lula encerra sua agenda com forte mobilização na Avenida Paulista. Ambas as equipes avaliam que a capacidade de evitar erros e aproveitar os debates na reta final será decisiva para definir o resultado das urnas no próximo domingo.