Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre familiares em debate
Candidatos à Presidência discutiram corrupção, Previdência e o paradeiro de parentes durante o primeiro debate presidencial.
Durante o debate presidencial promovido pelo pool Band/Estadão no último domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro protagonizaram intensas trocas de acusações envolvendo familiares e denúncias de corrupção. O confronto direto, que marcou o primeiro encontro entre os candidatos no atual pleito, focou em temas como a gestão da Previdência Social, programas de transferência de renda e o paradeiro de parentes dos políticos no exterior.
O embate sobre familiares teve início quando o senador Flávio Bolsonaro questionou o paradeiro de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente que vive na Espanha desde 2025. O parlamentar cobrou explicações sobre investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência, mencionando possíveis relações com a lobista Roberta Luchsinger.
Em resposta, Lula rebateu as críticas citando o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato do PL que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e possui residência permanente no país. O presidente acusou o adversário de atuar contra os interesses do Brasil e de solicitar intervenção estrangeira no território nacional.
As discussões no estúdio também passaram por acusações mútuas ligadas a esquemas de desvios em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social. Enquanto Flávio Bolsonaro apontou falhas na administração atual e cobrou esclarecimentos sobre conexões com investigados por fraudes em aposentadorias, Lula defendeu as ações de seu governo para debelar o esquema criminoso, resgatando recursos e ressarcindo os segurados afetados.
Além da Previdência, o programa Bolsa Família integrou a pauta de atritos entre os candidatos. O senador reivindicou o legado de seu grupo político na formatação do valor mínimo do benefício social e prometeu a criação de um ministério voltado à autonomia financeira das famílias. Por sua vez, o atual mandatário defendeu o programa como eixo central de inclusão social e justificou ajustes recentes realizados na iniciativa.
O debate ainda foi marcado pela presença de aliados políticos de peso na primeira fila do auditório e por discussões acerca de propostas econômicas, saúde e segurança pública. Analistas apontam que o confronto evidenciou o tom acalorado da disputa eleitoral, com foco em embates diretos entre os principais concorrentes ao Palácio do Planalto.