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Política

Lula é reconhecido por líderes globais, mas Trump e Milei seguem em silêncio

Enquanto dezenas de chefes de Estado congratulam o presidente reeleito do Brasil, os governos dos Estados Unidos e da Argentina ainda não se manifestaram publicamente.

Por 2 min de leitura

Lula é reconhecido por líderes globais, mas Trump e Milei seguem em silêncio
Lula é reconhecido por líderes globais, mas Trump e Milei seguem em silêncio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu congratulações de diversos líderes internacionais após garantir seu quarto mandato presidencial nas urnas, mas a ausência de manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente da Argentina, Javier Milei, chamou a atenção na repercussão política até a manhã desta segunda-feira (26).

A vitória de Lula no segundo turno sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de domingo. Com o resultado, o petista obteve 51,79% dos votos válidos, superando seu adversário e assegurando um novo período à frente do Palácio do Planalto.

Apesar do reconhecimento generalizado de governos de diferentes correntes ideológicas, o silêncio de Washington e Buenos Aires marcou o início da semana. Durante a campanha eleitoral, Javier Milei havia declarado apoio público a Flávio Bolsonaro, enquanto Donald Trump declarou que acompanhava o pleito de perto, sem formalizar preferência antes da votação.

Em contrapartida, líderes de diversas regiões do mundo enviaram mensagens de felicitações e destacaram a importância da parceria estratégica com o Brasil. Na América do Sul, presidentes conservadores como José Antonio Kast, do Chile, Keiko Fujimori, do Peru, e Santiago Peña, do Paraguai, telefonaram ou emitiram notas para reconhecer o resultado e defender a integração regional.

Na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebraram a vitória e reforçaram o compromisso com o multilateralismo e o comércio internacional. Von der Leyen destacou áreas como o enfrentamento às mudanças climáticas e o respeito às regras globais.

Potências asiáticas e globais também se pronunciaram rapidamente. O governo da China, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, afirmou que respeita a escolha do povo brasileiro e deseja aprofundar a cooperação bilateral. A Índia, a Rússia, o Canadá e o México integraram o grupo de nações que enviaram saudações ao presidente reeleito.

Enquanto a comunidade internacional avança no reconhecimento diplomático do novo mandato, aliados dos derrotados adotaram posturas distintas. Enquanto alguns líderes conservadores sul-americanos optaram pelo diálogo institucional com o governo brasileiro, setores ligados ao trumpismo nos Estados Unidos e o próprio adversário derrotado questionaram publicamente a lisura do pleito eleitoral.

Fontes consultadas

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