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Política

Lula vence eleição presidencial com 51,79% dos votos válidos

Atual presidente garantiu a reeleição no segundo turno após disputa acirrada contra Flávio Bolsonaro.

Por 3 min de leitura

Lula vence eleição presidencial com 51,79% dos votos válidos
Lula vence eleição presidencial com 51,79% dos votos válidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito para mais um mandato presidencial após vencer o segundo turno das eleições realizadas no domingo, conquistando 51,79% dos votos válidos, o que representou um total de 64.256.232 votos. Seu oponente na disputa, o senador Flávio Bolsonaro, obteve 48,21% dos votos válidos, somando 59.826.041 votos. A diferença final entre os dois candidatos foi de 4.430.191 votos.

O resultado foi consolidado com o desempenho expressivo do candidato do PT na região Nordeste, onde venceu em todos os nove estados. As maiores vantagens percentuais do presidente ocorreram no Piauí, com 75,88% dos votos válidos, na Bahia, com 71,31%, no Maranhão, com 69,54%, e em Sergipe, com 69,53%. Somente o estado baiano assegurou a Lula uma vantagem de quase 3,9 milhões de votos.

Na região Norte, o atual chefe do Executivo saiu vitorioso no Pará, com 55,02%, no Amazonas, com 54,02%, e no Amapá, com 52,88%. Por sua vez, Flávio Bolsonaro obteve vitórias expressivas em Roraima, onde registrou o seu melhor percentual no país com 72,46%, além de liderar em Rondônia, no Acre e no Tocantins.

O ponto de virada da eleição ocorreu em Minas Gerais. Embora Flávio Bolsonaro liderasse o estado no primeiro turno com 48,24% dos válidos, Lula reverteu o cenário no segundo turno e venceu com 50,43%. A diferença em favor do petista foi de 109.313 votos no colégio eleitoral mineiro, que foi o único a mudar de vencedor entre os dois turnos do pleito.

Flávio Bolsonaro dominou majoritariamente os estados da região Sul e do Centro-Oeste, alcançando percentuais elevados em Santa Catarina, Mato Grosso, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, além de vencer no Distrito Federal. No Sudeste, o senador levou a melhor em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas a vantagem acumulada por ele em território paulista não foi suficiente para superar o saldo positivo construído pelo adversário no Nordeste.

No mercado financeiro, a confirmação do resultado gerou forte volatilidade e quedas acentuadas nos ativos brasileiros negociados no exterior logo após o término da apuração. Investidores e analistas econômicos apontaram apreensão em relação aos rumos fiscais do país, com fundos e derivativos registrando recuos expressivos na abertura dos mercados internacionais.

Especialistas financeiros ressaltaram que o cenário exigirá cautela e monitoramento das diretrizes econômicas que serão adotadas pelo governo federal no novo mandato. Representantes do setor financeiro destacaram que a reprecificação dos ativos reflete as expectativas quanto à condução das contas públicas e à dinâmica inflacionária.

Fontes consultadas

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