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Clima

Maltempo na Itália e impactos climáticos na economia global

Enquanto a Itália enfrenta chuvas fortes e queda nas temperaturas com a chegada da estação, a gigante do varejo Uniqlo registra lucros recordes apesar de adversidades climáticas na Europa e no Japão.

Por 2 min de leitura

Maltempo na Itália e impactos climáticos na economia global
Maltempo na Itália e impactos climáticos na economia global

A Itália foi atingida pela primeira grande perturbação atmosférica outonal, trazendo temporais intensos e queda nos termômetros para grande parte do território nacional. A mudança climática afasta o calor de origem africana que predominava na região.

De acordo com previsões meteorológicas divulgadas nesta semana, as precipitações e os temporais devem persistir até sábado. Regiões que vão desde a Ligúria de Levante até a Toscana, além do Lazio e da Campânia, figuram entre as áreas mais afetadas, com alertas específicos para chuvas volumosas nas costas e no Nordeste, especialmente no Friuli Venezia Giulia.

Apesar da previsão de aberturas de sol generalizadas para o próximo domingo, o cenário térmico permanecerá com características típicas da estação fria, com máximas estimadas entre 22 e 23 graus Celsius no país.

Em âmbito corporativo e internacional, o grupo japonês Fast Retailing, detentor da marca Uniqlo, reportou um desempenho financeiro recorde para o exercício de 2025 e 2026, mesmo diante de desafios associados a variações climáticas em diferentes mercados globais.

O conglomerado de vestuário obteve o seu quinto resultado anual consecutivo no patamar máximo histórico. O lucro líquido da empresa cresceu consideravelmente, acompanhado por saltos expressivos no resultado operacional e no volume total de vendas.

Contudo, a companhia assinalou que o faturamento trimestral ficou ligeiramente abaixo das projeções iniciais devido a temperaturas persistentemente elevadas na Europa entre os meses de junho e agosto. O calor prolongado no continente europeu prejudicou a saída de produtos da linha de outono e inverno.

O mercado europeu registrou sucessivas ondas de calor com início precoce na primavera, enquanto o serviço meteorológico europeu Copernicus apontou o mês de agosto como o mais quente já documentado globalmente.

No Japão, principal mercado da marca, as vendas do quarto trimestre caíram devido a flutuações térmicas e à passagem de tufões. O arquipélago japonês também enfrentou um período prolongado de chuvas contínuas e o impacto do fenômeno El Niño no Oceano Pacífero.

Para o próximo exercício fiscal com início em setembro, a administração do grupo projeta novas altas em faturamento e lucros líquidos, apostando na continuidade da expansão internacional e na recuperação de mercados estratégicos como a China, América do Norte e Europa.

Fontes consultadas

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