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Esportes

Maratona de Nova York reúne 60 mil atletas e é marcada por recordes e tragédia

A tradicional prova de 42 quilômetros nos Estados Unidos contou com grandes vencedores, participação de brasileiros e momentos de comoção.

Por 3 min de leitura

Maratona de Nova York reúne 60 mil atletas e é marcada por recordes e tragédia
Maratona de Nova York reúne 60 mil atletas e é marcada por recordes e tragédia

A 55ª edição da Maratona de Nova York reuniu cerca de 60 mil corredores no último domingo para percorrer o tradicional trajeto de 42,195 quilômetros que atravessa os cinco distritos da cidade norte-americana, com linha de chegada situada no Central Park. A competição foi marcada por momentos de celebração, forte presença de atletas de elite e episódios de grande repercussão internacional e nacional.

Na disputa feminina da categoria de elite, a vitória ficou com a queniana Sheila Chepkirui, que completou o percurso em 2h24min36s. Ela foi seguida de perto pela americana Jessica McClain, com o tempo de 2h24min42s, e pela também queniana Hellen Obiri, que cruzou a linha de chegada em 2h24min43s. Já na categoria masculina, o sueco Andreas Almgren garantiu o lugar mais alto do pódio ao registrar 2h06min01s, seguido pelo italiano Yemaneberhan Crippa, com 2h06min14s, e por Kamohelo Mofolo, que fechou o pódio com 2h06min26s.

O evento também contou com histórias de superação de atletas brasileiros. A santista Vanessa Cristina terminou na sétima colocação na categoria T54 para competidores em cadeira de rodas, completando pela sexta vez o percurso da maratona. A atleta relatou dificuldades devido às baixas temperaturas, mas celebrou a conclusão de mais uma etapa do circuito mundial antes de seu próximo compromisso, marcado para a China em dezembro.

Outro destaque entre os participantes foi a influenciadora Bella Lopes, que completou o percurso com 23 semanas de gestação. Ela utilizou as redes sociais para celebrar a força feminina e compartilhar sua experiência ao lado do bebê durante a prova em solo norte-americano.

Por outro lado, a competição foi tragicamente marcada pela morte da corredora americana Rachel Apa, de 24 anos. A jovem desmaiou no trecho final da prova, no Central Park, e foi socorrida por equipes médicas após sofrer uma parada. Apesar de intensas manobras de reanimação que duraram horas em um hospital da região, ela não resistiu. Segundo seu pai, a causa do óbito foi rabdomiólise, condição que provoca a destruição rápida das fibras musculares.

Fora das pistas, o evento esportivo também virou assunto no cenário político brasileiro. A viagem do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos foi ironizada por um DJ que animava os corredores com um cartaz contendo a frase "Run like Flavio Bolsonaro", em referência à saída do parlamentar do Brasil após as eleições presidenciais. A imagem circulou nas redes sociais em meio a manifestações de opositores e investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal sobre a conduta do senador.

Fontes consultadas

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