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Brasil

Médico morre em troca de tiros com a polícia após ameaçar esposa em SP

Durante atendimento a uma ocorrência de violência doméstica em Catanduva, agentes apreenderam um arsenal e uma réplica de granada na residência.

Por 3 min de leitura

Médico morre em troca de tiros com a polícia após ameaçar esposa em SP
Médico morre em troca de tiros com a polícia após ameaçar esposa em SP

Um médico cirurgião vascular de 52 anos morreu após trocar tiros com a Polícia Militar em Catanduva, no interior de São Paulo, no último domingo (18). Identificado como Luciano Lopes Pastor, o homem foi baleado depois de apontar uma arma contra os agentes durante uma ocorrência de violência doméstica.

De acordo com informações da Polícia Civil, a esposa do médico acionou as autoridades e relatou que estava sendo ameaçada de morte pelo marido. A mulher informou que ele estava agressivo, armado e que havia consumido bebida alcoólica após um churrasco realizado na residência do casal, localizada no bairro Jardim Aeroporto.

Quando as equipes policiais chegaram ao endereço, a esposa já estava na área externa do imóvel. No entanto, os dois filhos do casal, de 14 e 10 anos, permaneceram dentro da casa com o pai e precisaram se abrigar no banheiro de um dos quartos durante o desenrolar da ocorrência.

Os agentes constataram que o médico estava armado no portão de entrada e iniciaram protocolos de negociação, contando também com o apoio da Força Tática da Polícia Militar. Conforme o boletim de ocorrência, após diversas tentativas de diálogo, o suspeito apontou a arma em direção aos policiais e efetuou disparos.

As equipes revidaram à agressão e atingiram o médico. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram chamados para prestar socorro médico, mas o homem não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

A esposa não sofreu ferimentos físicos durante a ação, mas foi encaminhada a um hospital para receber atendimento médico. Os filhos do casal foram retirados em segurança do imóvel e ficaram sob os cuidados de uma tia, saindo ilesos da ocorrência.

Durante a verificação da residência, as autoridades encontraram um vasto arsenal. O material apreendido inclui mais de oito armas de fogo, entre pistolas, revólveres e espingardas, além de seis armas brancas, centenas de munições intactas e deflagradas, um radiocomunicador, um sistema de monitoramento e uma medalha com o símbolo da suástica nazista.

O Esquadrão Antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) também foi acionado após a identificação de um objeto suspeito semelhante a uma granada. Após exames com raio-X, constatou-se que se tratava de uma réplica decorativa sem material explosivo.

Como não havia documentação para comprovar a regularidade de todo o armamento, o material foi recolhido para perícia. A arma utilizada pelo médico e as pistolas dos quatro policiais que participaram do confronto também foram apreendidas. O caso foi registrado na Polícia Civil como morte decorrente de oposição à intervenção policial, violência doméstica, ameaça e resistência.

Fontes consultadas

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