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Memórias e legados da Rainha Elizabeth II repercutem em leilões e relatos

Histórias inéditas envolvendo a falecida monarca britânica revelam sua influência em produções de Hollywood, lembranças de artistas e o destino de bens reais.

Por 3 min de leitura

Memórias e legados da Rainha Elizabeth II repercutem em leilões e relatos
Memórias e legados da Rainha Elizabeth II repercutem em leilões e relatos

Anos após o falecimento da Rainha Elizabeth II em setembro de 2022, diversos episódios e recordações envolvendo a monarca continuam a vir à tona. Recentemente, novos relatos e eventos trouxeram à luz aspectos curiosos da vida e da influência da rainha, abrangendo desde o apoio a produções do cinema de animação até memórias compartilhadas por figuras públicas e o mercado de leilões de itens que pertenceram à realeza.

Entre as revelações recentes, o criador de Wallace e Gromit, Nick Park, contou que a Rainha Elizabeth II o apoiou a manter o dublador original Peter Sallis no papel principal do inventor Wallace. Durante o lançamento do filme de animação para os cinemas em 2005, executivos do estúdio estadunidense DreamWorks questionaram se Sallis, que já estava na faixa dos 80 anos, conseguiria atrair o público infantil.

A questão foi debatida diretamente com a soberana durante um almoço comemorativo de seu aniversário de 80 anos, ocasião em que Park sentou-se ao lado dela. Segundo o animador, a monarca se mostrou fã da obra e foi categórica em sua recomendação: "Você deve mantê-lo!", afirmou a rainha, segundo o relato. Sallis continuou dublando o personagem até 2010, quando se aposentou por motivos de saúde.

Outro aspecto marcante da trajetória da rainha emergiu por meio de memórias musicais. O cantor Paul McCartney relembrou diversas interações com a soberana ao longo de sua carreira, iniciada com o primeiro aperto de mãos dos Beatles em 1963 e culminando com a titulação de cavaleiro em 1997 e de Companion of Honour em 2018. McCartney relatou que sua terceira esposa, Nancy Shevell, costumava brincar dizendo que a rainha tinha uma queda por ele, algo que o músico encarava com bom humor e carinho.

No âmbito material, itens associados à frota real também chamaram atenção recentemente. Um modelo Bentley Mulsanne Extended Wheelbase fabricado em 2016 e utilizado pela Rainha Elizabeth II foi colocado à leilão na plataforma Broad Arrow com uma estimativa entre 400 mil e 450 mil euros. No entanto, o veículo não atingiu o valor de reserva mínimo exigido e terminou sem comprador.

O catálogo do leilão destacou que o automóvel foi desmobilizado do serviço real a pedido do Royal Mews, que solicitou a remoção do brasão real incrustado nas guarnições de nogueira e do compartimento personalizado projetado especificamente para acomodar a bolsa de mão Launer London da rainha. A própria montadora Bentley optou por manter em seu acervo patrimonial um modelo posterior, fabricado em 2020 e equipado com todos os acessórios originais destinados à soberana.

Enquanto isso, membros da família real continuam a gerar debates na mídia. Amigos próximos do Príncipe Harry e de Meghan Markle afirmaram que o casal nunca aceitou de fato o modelo de transição conhecido como "metade dentro, metade fora" estabelecido durante a Cúpula de Sandringham, em 2020. De acordo com fontes ligadas aos duques, a restrição foi imposta pela coroa, mas ambos seguem focados em suas trajetórias independentes e projetos profissionais nos Estados Unidos.

Fontes consultadas

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