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Política

Mendonça é sorteado relator de ação de Lula sobre quebra de sigilos

Ministro do TSE vai analisar o pedido do presidente para abrir seus dados fiscais, bancários e telefônicos, condicionado a medida idêntica de Flávio Bolsonaro.

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Mendonça é sorteado relator de ação de Lula sobre quebra de sigilos
Mendonça é sorteado relator de ação de Lula sobre quebra de sigilos

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, foi definido por sorteio como relator da petição protocolada pela defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que solicita a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico do próprio petista e de seus familiares. A medida, contudo, é condicionada a uma ação recíproca por parte do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, para que ambos divulguem publicamente as informações antes do pleito.

A iniciativa surgiu após um confronto direto entre os candidatos durante o debate exibido pela Band, onde Lula lançou o desafio público. A petição entregue à corte eleitoral estabelece que a divulgação dos dados dos últimos oito anos ocorra no sistema DivulgaCandContas ou em outro canal de acesso público, argumentando que a transparência é essencial para assegurar o direito à informação do eleitorado na reta final da disputa.

O documento apresentado pela defesa abrange não apenas os políticos, mas também pessoas jurídicas e contas associadas a eles. No caso de Lula, a petição cita a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. Para Flávio Bolsonaro, a medida inclui a sociedade individual de advocacia, além de empresas como All In One Corretora de Seguros, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação, Bolsonaro Digital e a offshore Alcazar Holdings, situada na Ilha da Madeira, em Portugal.

O requerimento detalha ainda que a abertura de sigilos deve envolver os familiares dos presidenciáveis. Lula declarou estar disposto a expor os dados da esposa, Rosângela Lula da Silva, e de seus filhos, caso o adversário faça o mesmo em relação a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus irmãos, esposa e mãe.

Durante ato de campanha realizado em São Luís, no Maranhão, o presidente justificou a medida afirmando que deseja que a sociedade brasileira saiba quem é corrupto no país e desafiou o oponente a demonstrar coragem para abrir os sigilos das pessoas físicas e jurídicas ligadas a ele.

Por sua vez, Flávio Bolsonaro reagiu à proposta durante o debate alegando considerar a sugestão jocosa, argumentando que o atual mandatário não costuma utilizar aparelhos celulares pessoais. Em ocasiões anteriores, o petista já havia declarado publicamente que prefere não portar telefone para evitar dependência digital.

A distribuição da petição cível no TSE ocorreu por meio do sistema eletrônico da corte, cabendo agora ao ministro André Mendonça analisar os termos do pedido apresentado pela campanha governista.

Fontes consultadas

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