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Brasil

Menina indígena atacada por onça no Pará segue internada na UTI

Criança de oito anos sofreu graves ferimentos na região da cabeça durante ataque em área de roçado na Terra Indígena Munduruku.

Por 2 min de leitura

Menina indígena atacada por onça no Pará segue internada na UTI
Menina indígena atacada por onça no Pará segue internada na UTI

Uma menina indígena de oito anos da etnia Munduruku permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Tapajós, localizado no município de Itaituba, no sudoeste do Pará. A criança foi vítima de um ataque de onça ocorrido no último sábado, na Terra Indígena Munduruku, situada na região de Jacareacanga.

De acordo com relatos de familiares e moradores da comunidade, o incidente aconteceu enquanto a menina estava em uma área de roçado. Ela se afastou por alguns instantes dos parentes para buscar água em um igarapé próximo, momento em que foi surpreendida e atacada pelo animal selvagem.

As fontes divergem sobre quem acompanhava a criança no momento exato do ocorrido: enquanto alguns relatos apontam que ela estava na companhia dos pais, outros indicam que a menina estava com os avós. Os gritos da vítima alertaram os familiares, que correram para o local e conseguiram afastar o animal.

A operação de socorro mobilizou equipes de saúde e moradores locais devido ao isolamento da região. Os primeiros atendimentos foram realizados com o apoio de um agente de saúde comunitária indígena. A vítima foi transportada inicialmente por via fluvial em uma embarcação rápida e, em seguida, transferida por uma aeronave do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) até o hospital em Itaituba.

A menina passou por procedimentos cirúrgicos bem-sucedidos para tratar os ferimentos graves concentrados na região da cabeça e do rosto, incluindo uma fratura craniana. Apesar do sucesso inicial nos tratamentos médicos, o quadro clínico é considerado delicado e exige monitoramento constante na UTI.

Familiares relataram que a comunidade local ficou profundamente consternada com o episódio, que repercutiu rapidamente entre os moradores. Seguindo as tradições e os costumes do povo Munduruku, o animal responsável pelo ataque foi capturado e sacrificado logo após o incidente.

Até o momento, a paciente continua sob cuidados intensivos da equipe médica do hospital regional, sem previsão de alta ou de transferência para outras unidades de saúde na capital paraense. Os pais da criança, que não falam português, acompanham de perto a recuperação da filha no ambiente hospitalar.

Fontes consultadas

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