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Tecnologia

Meta desenvolve protótipo de robô humanoide focado em tarefas domésticas

Batizado de Max, o equipamento foi criado em parceria com a startup chinesa Fourier e busca integrar a inteligência artificial ao cotidiano.

Por 2 min de leitura

Meta desenvolve protótipo de robô humanoide focado em tarefas domésticas
Meta desenvolve protótipo de robô humanoide focado em tarefas domésticas

A Meta deu um passo importante rumo ao mercado de robôs humanoides ao desenvolver um protótipo voltado para a integração da inteligência artificial em atividades cotidianas. O projeto, revelado recentemente, insere a gigante tecnológica em um setor global em forte expansão, impulsionado pelos avanços da inteligência artificial e pela queda nos custos de hardware.

O mercado mundial de robôs humanoides atrai o interesse de grandes empresas do setor com projeções financeiras expressivas. Estimativas do banco Morgan Stanley indicam que a indústria tem potencial para movimentar cerca de US$ 5 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 27 trilhões, até o ano de 2050.

Para viabilizar a iniciativa, a Meta uniu forças com a startup chinesa de robótica Fourier. A equipe da empresa de Mark Zuckerberg viajou até a China para colaborar diretamente no projeto, sendo que a vice-presidente de produto para robótica da companhia, Li-Chen Miller, passou quase dois meses na unidade fabril da parceira localizada em Xangai.

O primeiro protótipo fruto dessa colaboração recebeu o nome de Max. Com cerca de 1,5 metro de altura e pesando aproximadamente 48 quilos, a máquina foi desenvolvida em um período de cerca de três meses e apresentada a colaboradores da big tech durante um evento interno de robótica realizado no final de agosto.

O robô é equipado com o processador Jetson Thor, desenvolvido pela Nvidia, além de contar com alto-falantes integrados e uma tela projetada para simular expressões faciais. Suas mãos possuem cinco dedos, característica que lhe confere a capacidade de manipular objetos de pequeno porte.

Olhando para os próximos passos, as duas empresas já iniciaram o desenvolvimento de uma versão sucessora, chamada de Max 2, a partir de setembro. Este novo modelo planeja trazer inovações como um torso redesenhado, melhorias nas mãos para o manuseio de itens, inclusão de um projetor e sensores extras para facilitar a navegação em locais com escadas.

A longo prazo, a Meta visualiza os robôs humanoides como extensões físicas de seu agente de inteligência artificial chamado Muse. No entanto, a corporação esclareceu que o projeto realizado em conjunto com a Fourier possui foco exclusivo em pesquisas e testes internos, sem previsão de lançamento comercial das unidades até o momento.

Fontes consultadas

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