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Esportes

Ministério Público avalia pedido de intervenção no Corinthians

Investigação sobre a administração do clube paulista entra na reta final e aponta para possível ação judicial.

Por 2 min de leitura

Ministério Público avalia pedido de intervenção no Corinthians
Ministério Público avalia pedido de intervenção no Corinthians

A investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo sobre a administração do Corinthians entrou em sua reta final e reúne elementos que indicam a possibilidade de um pedido de intervenção judicial no clube. A apuração, que ganhou forte repercussão no cenário esportivo, é conduzida pelos promotores da Promotoria de Patrimônio Público e Social.

Até o momento, os promotores responsáveis pelo caso ainda não tomaram uma decisão definitiva sobre o ajuizamento de uma ação civil pública, tampouco sobre a extensão que tal medida poderia assumir. No entanto, fontes ligadas ao inquérito apontam que, com base na documentação e nos depoimentos coletados até o momento, o cenário atual é desfavorável à instituição.

Iniciado efetivamente em maio, o inquérito civil já acumula mais de dez depoimentos formais e ultrapassa três mil páginas de extensão. Diante da complexidade e do volume de dados, a equipe de investigação foi reforçada recentemente com a entrada de mais um promotor para atuar na reta final do processo.

O foco central da apuração do Ministério Público não se restringe apenas aos problemas financeiros acumulados pelo clube, cuja dívida é estimada na casa dos R$ 2,8 bilhões. Os investigadores também examinam a estrutura político-administrativa da instituição e avaliam atos e contratos que possam ter gerado irregularidades e prejuízos financeiros.

Outro ponto determinante para a decisão dos promotores é verificar se a atual estrutura interna do Corinthians tem capacidade de solucionar seus próprios problemas, atenuar as dificuldades econômicas e cumprir adequadamente sua finalidade social como associação esportiva.

A proximidade das eleições presidenciais e do Conselho Deliberativo, marcadas para o dia 28 de novembro, adiciona tensão ao momento político do clube. O presidente do Conselho Deliberativo reconheceu publicamente o risco de o pleito ser impedido caso a intervenção judicial seja decretada, e sugeriu uma tentativa de acordo com o Ministério Público por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta, embora nenhuma tratativa nesse sentido tenha sido formalizada pela diretoria até o momento.

Caso o Ministério Público decida avançar com a ação civil pública, caberá exclusivamente ao Poder Judiciário analisar o pedido, autorizar a medida e definir os limites da intervenção na administração corintiana.

Fontes consultadas

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