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Tecnologia

Mistral lança modelo de inteligência artificial de código aberto com foco em cibersegurança

Batizado de Large 4, o novo sistema de um trilhão de parâmetros foi desenvolvido para ajudar empresas e governos a identificar vulnerabilidades e responder a ataques digitais.

Por 2 min de leitura

Mistral lança modelo de inteligência artificial de código aberto com foco em cibersegurança
Mistral lança modelo de inteligência artificial de código aberto com foco em cibersegurança

A empresa francesa de inteligência artificial Mistral liberou nesta quinta-feira os pesos de seu novo modelo avançado, o Large 4, projetado para reforçar a defesa contra ataques cibernéticos em empresas e governos. Apelidado internamente de "Le Chonk", o sistema possui um trilhão de parâmetros no total, dos quais 52 bilhões são ativados a cada tarefa, e pode ser baixado e executado diretamente nas infraestruturas locais das organizações.

O anúncio representa uma aposta na tecnologia de pesos abertos, permitindo que corporações e órgãos públicos tenham maior autonomia e controle sobre seus dados e configurações de segurança. Com os arquivos disponíveis no Hugging Face e na API da desenvolvedora, a ferramenta busca reduzir a dependência de serviços externos controlados por fornecedores de inteligência artificial.

O foco principal do Large 4 é a cibersegurança, auxiliando equipes técnicas na localização de vulnerabilidades, na reprodução de falhas e na produção de correções de software. Segundo dados divulgados pela própria Mistral, o modelo obteve pontuações expressivas em avaliações de segurança digital e demonstra desempenho de destaque em tarefas de programação executadas por agentes de IA.

Além das aplicações voltadas à defesa de redes e análise de malware, o modelo multimodal é capaz de processar texto e imagens para gerar respostas e códigos. A empresa destaca que a infraestrutura utilizada no treinamento na Europa garantiu eficiência econômica, consumindo menos recursos computacionais em comparação com concorrentes do mercado.

Apesar das vantagens operacionais e da soberania proporcionada pelo código aberto, a estratégia também apresenta desafios. Especialistas apontam que a distribuição livre dos pesos dificulta o controle sobre o uso da tecnologia, uma vez que as mesmas capacidades analíticas voltadas à proteção digital também podem ser empregadas por agentes maliciosos na busca por falhas em sistemas.

Representantes da desenvolvedora minimizaram os riscos associados ao avanço dos agentes autônomos, classificando a segurança como um problema complexo, porém passível de solução. O objetivo da companhia é fortalecer o ecossistema global de proteção digital, garantindo que instituições tenham acesso a ferramentas avançadas para investigar e responder a incidentes em tempo real.

Fontes consultadas

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