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Brasil

Modelo indígena do Acre vence concurso nacional de beleza e exalta raízes

Runi Shanenawa conquistou o título de Miss Golden Brasil 2026 e definiu a vitória como uma revolução na representatividade.

Por 2 min de leitura

Modelo indígena do Acre vence concurso nacional de beleza e exalta raízes
Modelo indígena do Acre vence concurso nacional de beleza e exalta raízes

A modelo indígena Runi Shanenawa, natural de Feijó, no Acre, venceu o concurso Miss Golden Brasil 2026, realizado entre os dias 3 e 6 de outubro. A competição reuniu candidatas de todos os 27 estados brasileiros com o objetivo de valorizar a pluralidade e a diversidade da beleza nacional.

Ao ouvir seu nome ser anunciado, a vencedora relatou surpresa e destacou o isolamento histórico de seu estado nas disputas tradicionais. Segundo ela, a conquista representa uma oportunidade inédita de evidenciar as raízes de seu povo em âmbito nacional sem precisar abrir mão de sua identidade cultural.

Durante a cerimônia de coroação, Runi utilizou um maracá como forma de agradecimento aos seus ancestrais e às pessoas que a acompanharam tanto no plano material quanto no espiritual. A escolha dos trajes apresentados na passarela também foi pautada na valorização da cultura Shanenawa e na expressão de sua verdadeira essência.

A trajetória até a etapa nacional exigiu superação de barreiras financeiras e de recusas por parte de potenciais patrocinadores que não acreditavam no potencial da candidata. Contudo, o apoio inicial de familiares, marcas e pessoas que confiaram em sua proposta foi determinante para sua participação no evento.

Com experiências anteriores em concursos como o Beleza Shanenawa em 2024 e o Miss Universo Feijó, onde obteve o terceiro lugar, a modelo acumulou vivências que facilitaram sua adaptação à dinâmica de confinamento. Apesar de apontar margem para aperfeiçoamento na passarela, avalia que encontrou no Miss Golden Brasil o espaço ideal para expressar sua ancestralidade.

Ao sintetizar o significado de sua vitória, Runi definiu a conquista como uma revolução. Por ser a primeira representante do Acre a vencer a competição nacional, ela pretende utilizar a visibilidade do título para incentivar outras mulheres indígenas a ocuparem espaços sociais sem medo de exporem suas origens e identidades.

Fontes consultadas

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