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Esportes

Morre Jorge Veras, ídolo do Grêmio e do futebol cearense, aos 67 anos

Ex-atacante conhecido como Homem Gre-Nal e artilheiro da Série C lutava contra um câncer de pâncreas.

Por 3 min de leitura

Morre Jorge Veras, ídolo do Grêmio e do futebol cearense, aos 67 anos
Morre Jorge Veras, ídolo do Grêmio e do futebol cearense, aos 67 anos

O ex-jogador e treinador Jorge de Souza Veras faleceu aos 67 anos, vítima de um câncer de pâncreas. Nascido em Fortaleza em 28 de maio de 1959, o ex-atacante construiu uma trajetória de destaque no futebol brasileiro, com passagens marcantes por clubes como Grêmio, Ferroviário, Criciúma e Ceará, além de ter dedicado muitos anos à formação de novos atletas.

Revelado nas categorias de base do Fortaleza, Jorge Veras ganhou projeção nacional ao longo de sua carreira como artilheiro. Pelo Ferroviário, clube onde é considerado um dos maiores nomes da história, acumulou 155 partidas e 65 gols. Em 1982 e 1992, marcou época com a camisa coral e, no segundo período, tornou-se o primeiro atleta da instituição a alcançar a artilharia de uma competição nacional, ao liderar a tabela da Série C do Campeonato Brasileiro com nove gols.

O desempenho goleador também chamou a atenção em Santa Catarina. Defendendo o Criciúma entre 1984 e 1989, sagrou-se artilheiro do campeonato estadual em 1985, com 21 gols, e conquistou os títulos catarinenses de 1986 e 1989, além de acumular 182 partidas pelo Tigre.

Contratado pelo Grêmio em março de 1987 para preencher a vaga deixada por Renato Portaluppi, Jorge Veras entrou para a história do clube gaúcho ao se destacar nos clássicos contra o Internacional, recebendo o apelido de Homem Gre-Nal. Já em sua estreia no confronto direto, em março de 1987, marcou os dois gols da vitória gremista por 2 a 1. O ex-jogador também balançou as redes na campanha que culminou no título do Campeonato Gaúcho daquele ano.

Em declaração concedida à comunicação do Grêmio em 2023, o ídolo relembrou sua passagem pelo Sul do país. Há mais de trinta anos que ele não visitava Porto Alegre, segundo relatou na ocasião, destacando o prazer de conhecer a nova Arena e relembrar o período vitorioso em que caiu nas graças da torcida com gols decisivos.

Além do Grêmio, do Ferroviário e do Criciúma, o ex-atacante defendeu diversas outras equipes ao longo da carreira, incluindo Ceará, Avaí, Taubaté, 4 de Julho — onde conquistou o Campeonato Piauiense — e Nacional do Amazonas, com o qual levantou a taça do estadual em 1995.

Após pendurar as chuteiras, Jorge Veras permaneceu ligado ao esporte e construiu uma sólida carreira à beira dos gramados e na base. Trabalhou por quase uma década nas categorias de base do Fortaleza, onde revelou e ajudou a formar diversos talentos. Também atuou como técnico em equipes profissionais como Ferroviário, 4 de Julho, Floresta e Guarany de Sobral, além de exercer a função de auxiliar técnico.

A morte do ex-jogador gerou forte repercussão e notas de pesar publicadas por diversas instituições esportivas, como Ferroviário, Fortaleza e Floresta, que lamentaram a perda e destacaram o legado deixado pelo ex-atleta e treinador para o esporte cearense e nacional. Jorge Veras deixa a esposa, Raquel Veras, cinco filhos e sete netos.

Fontes consultadas

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