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Esportes

Morre o jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos

O comentarista esportivo estava internado em Porto Alegre devido a uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.

Por 3 min de leitura

Morre o jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos
Morre o jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos

O jornalismo esportivo brasileiro perdeu nesta quarta-feira, 28, um de seus principais nomes no Rio Grande do Sul. Adroaldo Guerra Filho, amplamente conhecido como Guerrinha, morreu aos 70 anos em Porto Alegre. Ele estava internado desde o último domingo, 25, no Instituto de Cardiologia, após apresentar uma infecção pulmonar que acabou evoluindo para um quadro generalizado, sem que o comunicador resistisse às complicações.

Nascido em 21 de novembro de 1955 na capital gaúcha, Guerrinha construiu uma trajetória de mais de cinco décadas na imprensa. Ele dedicou 43 anos de sua carreira ao Grupo RBS, onde atuou como comentarista em programas de rádio e televisão, além de assinar colunas em jornais de grande circulação como Zero Hora e Diário Gaúcho. Sua versatilidade o levou a integrar atrações tradicionais, como o programa de debates Sala de Redação e o Lance Final.

A relação com a comunicação veio de berço. Filho de Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra e que também atuava na Rádio Gaúcha, o jovem Adroaldo teve o primeiro contato profissional com os hipódromos. Influenciado pelo pai e pela paixão pelas corridas de cavalos, ele iniciou sua carreira cobrindo turfe e hipismo na infância e juventude, escrevendo para veículos como o extinto Jornal Hoje, a Folha da Manhã e o Correio do Povo.

Com o encerramento gradual da cobertura hípica na grande imprensa, Guerrinha migrou para o futebol em 1993, assumindo o acompanhamento diário do Sport Club Internacional. Embora fosse torcedor assumido do clube colorado, o jornalista notabilizou-se por conquistar o respeito e a admiração de torcedores de diversas equipes rivais, incluindo os simpatizantes do Grêmio, graças à sua franqueza.

Ao longo dos anos nos microfones e nas páginas impressas, o comentarista ficou marcado por suas análises diretas, opiniões contundentes, bom humor e frases irônicas que rapidamente entravam para o vocabulário popular do futebol gaúcho. Expressões bem-humoradas e tiradas sarcásticas tornaram-se a sua marca registrada na cobertura dos gramados e nos debates esportivos diários.

O Grupo RBS emitiu uma nota oficial lamentando profundamente a perda do colega e destacando a importância de seu legado para a profissão e para o público. A empresa ressaltou que o comunicador soube construir uma história de respeito mútuo entre torcedores e deixou uma marca indelével na história da comunicação do estado.

Adroaldo Guerra Filho deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine, além de três netos. Até o momento da publicação desta reportagem, as informações detalhadas sobre os atos fúnebres e a despedida ao jornalista não haviam sido divulgadas pelos familiares.

Fontes consultadas

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