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Morre Oswaldinho do Acordeon, mestre da sanfona, aos 72 anos

O músico e compositor deixou um legado de seis décadas dedicadas à fusão do forró com ritmos como jazz e blues.

Por 2 min de leitura

Morre Oswaldinho do Acordeon, mestre da sanfona, aos 72 anos
Morre Oswaldinho do Acordeon, mestre da sanfona, aos 72 anos

O sanfoneiro, cantor e compositor Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo (25), aos 72 anos. O falecimento do artista foi comunicado publicamente por meio das redes sociais pelo sanfoneiro Rodolfo Forte, amigo do músico, e pelo radialista Orlando Camboim. Até o momento, a causa do falecimento não foi divulgada.

Batizado como Oswaldo de Almeida e Silva, o acordeonista nasceu em 5 de junho de 1954 no município de Duque de Caxias, localizado na Baixada Fluminense. Ele construiu uma trajetória artística de seis décadas marcada pela inovação e pela valorização da sanfona na música instrumental brasileira.

Ao longo de sua carreira, o instrumentista ficou amplamente conhecido por misturar os tradicionais ritmos nordestinos com influências de outros gêneros musicais, como rock, jazz, blues e música erudita. Trabalhos como os álbuns "Asa branca blues", lançado em 2002, e "Forró chorado", de 2011, evidenciaram essa diversidade sonora.

A relação de Oswaldinho com a música começou na infância. Filho do renomado sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, ele aprendeu a tocar de maneira autodidata com o incentivo do pai. Devido à proximidade familiar com o meio artístico, conviveu desde cedo com grandes ícones da cultura nordestina, incluindo Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca.

A entrada no mercado fonográfico aconteceu de forma precoce. Aos nove anos de idade, em 1963, ele fez sua primeira participação em um registro em estúdio ao ser convidado para tocar em um disco de seu pai. Três anos mais tarde, aos 12, lançou o seu primeiro single individual.

Na década de 1970, o músico consolidou sua discografia com o lançamento de álbuns próprios pela gravadora Tropicana, destacando-se títulos como "Fantástico Oswaldo Silva" (1973), "Só quero um xodó" (1974) e o homônimo "Oswaldinho" (1975). Anos mais tarde, em 1981, publicou o disco "Forró in concert", trabalho que abriu portas para apresentações em festivais pela Europa.

A versatilidade do acordeonista também rendeu importantes parcerias ao longo dos anos. Em 2004, por exemplo, ele uniu forças com Dominguinhos e Sivuca para a gravação do álbum "Cada um belisca um pouco".

Após a confirmação de sua morte, diversos nomes da cultura nacional prestaram homenagens. O cantor e compositor Chico César utilizou as redes sociais para lamentar a perda e se despediu do colega com uma mensagem de carinho, afirmando que o mestre e sua obra permanecerão vivos na memória do público.

Fontes consultadas

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