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Museu na Escócia retira múmias por falta de consentimento

Instituição em Glasgow recolheu restos humanos de exposições para adotar novas diretrizes éticas sobre dignidade e respeito aos mortos.

Por 2 min de leitura

Museu na Escócia retira múmias por falta de consentimento
Museu na Escócia retira múmias por falta de consentimento

O museu Kelvingrove Art Gallery and Museum, localizado em Glasgow, na Escócia, retirou múmias e outros restos humanos de sua exposição permanente sob a justificativa de que os indivíduos falecidos não forneceram consentimento prévio para estarem expostos ao público. A medida foi anunciada em outubro e implementada com a colocação de avisos informativos nas galerias para indicar aos visitantes que as peças foram removidas como um sinal de respeito.

Entre os artefatos retirados da mostra estão uma cabeça masculina mumificada, um pé e uma mão direita que haviam sido recuperados no Vale dos Reis, em Luxor, no Egito, além dos restos mortais de um sacerdote chamado Nekt. A iniciativa faz parte de uma diretriz da Glasgow Life, organização que supervisiona as instituições culturais da cidade escocesa e busca alinhar suas práticas com normas museológicas contemporâneas.

Segundo a entidade, um porta-voz destacou que o Código de Ética revisado do Conselho Internacional de Museus, publicado em junho de 2026, determina que os museus devem zelar pela dignidade inerente aos restos humanos e promover o respeito por seu significado. A minuta da política de restos humanos da instituição propõe que tais itens só sejam exibidos mediante autorização documentada e esclarecida do próprio indivíduo ou de seus descendentes.

A decisão provocou divergências de opiniões entre visitantes e autoridades locais. Enquanto alguns frequentadores e usuários de redes sociais criticaram a remoção por considerá-la um exagero que priva o público do acesso à história, outros questionaram o destino das peças em depósitos e debateram o significado do respeito aos restos mortais antigos.

O setor político também reagiu à medida. O porta-voz de Cultura do Partido Conservador escocês, Murdo Fraser, condenou a ação e classificou a mudança como um sintoma de uma cultura de correção política que teria saído do controle.

Diante da repercussão, a Glasgow Life confirmou que pretende estender a remoção de restos mortais considerados problemáticos para outras unidades culturais da região, incluindo o Museu St. Mungo de Arte e Vida Religiosa.

Fontes consultadas

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