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Tecnologia

Muse: Novo assistente de inteligência artificial da Meta ganha destaque

Ferramenta Muse atinge marcas expressivas de downloads e uso diário, mas levanta debates sobre privacidade e bloqueios.

Por 2 min de leitura

Novo assistente de inteligência artificial da Meta ganha destaque
Novo assistente de inteligência artificial da Meta ganha destaque

Lançado em setembro, o agente de inteligência artificial Muse, desenvolvido pela Meta, tem registrado crescimento acelerado no mercado norte-americano e global. A ferramenta alcançou a liderança na App Store dos Estados Unidos e acumulou mais de cinco milhões de downloads no primeiro mês, enquanto o número de usuários ativos diários ultrapassou dois milhões no início de outubro, segundo dados de empresas de monitoramento.

Prometido como um assistente de produtividade voltado para tarefas cotidianas, como compras de supermercado e cancelamento de assinaturas, o Muse funciona de maneira autônoma. Ele opera em máquinas virtuais na nuvem da Meta, conectando-se a caixas de entrada de e-mail, aplicativos de mensagens e redes sociais para gerenciar rotinas e realizar transações financeiras em nome dos usuários.

Apesar da rápida adoção pelo público, o assistente enfrenta barreiras técnicas e operacionais. Grandes empresas de comércio eletrônico, com destaque para a Amazon, começaram a bloquear o acesso de agentes de inteligência artificial aos seus sites, enxergando a movimentação como tráfego de robôs ou riscos de segurança, o que pode limitar a utilidade da ferramenta em transações de compras.

Especialistas em tecnologia e pesquisadores acadêmicos também têm apontado preocupações relacionadas à privacidade e ao volume de dados coletados pelo sistema. De acordo com análises de instruções internas da ferramenta, o agente atualiza dossiês detalhados sobre preferências, relacionamentos e tensões sociais dos usuários, mapeando inclusive pessoas que nunca baixaram o aplicativo por meio de conversas compartilhadas.

Analistas do mercado financeiro mantêm visões divididas sobre o potencial de monetização de longo prazo da nova tecnologia. Enquanto alguns especialistas projetam que o produto possa representar uma fatia bilionária nas receitas da Meta até 2030, cobrando comissões sobre transações autônomas, outros apontam que ainda não há um modelo de lucro totalmente consolidado, enquanto os custos computacionais continuam elevados.

No cenário mais amplo da indústria, o avanço dos agentes autônomos gerados por grandes corporações de tecnologia intensifica discussões regulatórias e de direitos autorais. Enquanto plataformas como o Instagram passam a lidar com debates sobre a proliferação de conteúdos automatizados, usuários e especialistas continuam avaliando os limites entre a conveniência oferecida por esses assistentes virtuais e os riscos associados ao controle de informações pessoais.

Fontes consultadas

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