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Política

Obama critica reformas de Trump e agita campanha nos EUA

Em comícios em estados-chave, ex-presidente americano ironizou decorações da Casa Branca e apoiou candidatos democratas às vésperas das eleições de meio de mandato.

Por 3 min de leitura

Obama critica reformas de Trump e agita campanha nos EUA
Obama critica reformas de Trump e agita campanha nos EUA

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama intensificou sua participação na campanha para as eleições de meio de mandato, que acontecem no dia 3 de novembro de 2026, com discursos duros contra o atual governo e aliados republicanos. Durante eventos realizados no final de semana em Michigan e Ohio, Obama focou suas críticas na gestão econômica de Donald Trump e ironizou as recentes reformas na Casa Branca.

Em um comício em Cleveland, Ohio, no sábado, Obama questionou as prioridades da administração atual, afirmando que o presidente está mais focado em reformas residenciais do que em reduzir o custo de vida para os cidadãos. O ex-democrata mencionou a construção de um novo salão de festas e a instalação de elementos dourados na residência oficial, comparando a estética do local de forma jocosa ao estilo de uma rede de restaurantes.

"O cara está construindo um salão de festas maior do que a Casa Branca, pavimentou o Jardim das Rosas e colocou um heliponto no gramado sul, e há ouro por toda parte", declarou Obama para apoiadores. "Ele deixou a Casa Branca parecendo que Saddam Hussein abriu uma rede de restaurantes Cheesecake Factory", ironizou o ex-presidente, sugerindo que Trump deveria participar de um programa de reformas na televisão.

As declarações geraram forte repercussão e reacenderam o debate político nacional sobre a acessibilidade financeira e o estilo da administração. A Casa Branca rebateu rapidamente as críticas por meio de um porta-voz, que defendeu os esforços de Trump para embelezar os patrimônios nacionais e acusou Obama de ter sido um dos presidentes mais destrutivos da história do país.

Além das críticas a Trump, Obama utilizou sua passagem por Michigan e Ohio para apoiar candidatos democratas em disputas acirradas ao Senado e a governos estaduais. Em Detroit, o ex-presidente defendeu o candidato ao Senado Abdul El-Sayed, alvo de ataques relacionados à sua fé muçulmana e a posições políticas, comparando a situação aos boatos falsos sobre seu próprio local de nascimento enfrentados em campanhas passadas.

Contudo, a campanha de Obama nos estados-chave também encontrou resistências e divisões internas. O jogador de basquete Kyle Kuzma, natural de Flint, Michigan, utilizou as redes sociais para criticar a mensagem adotada pelo ex-presidente, argumentando que a prioridade deveria ser o combate à pobreza e às dificuldades econômicas enfrentadas pela população local, em vez de debates centrados em identidades religiosas.

Enquanto os comícios de Obama buscaram mobilizar eleitores democratas em redutos cruciais, Donald Trump respondeu por meio de redes sociais, desqualificando o legado de seu antecessor e atacando os candidatos endossados por ele nas disputas eleitorais. Com a proximidade do pleito de 3 de novembro, a reta final da campanha intensifica o confronto político em torno da economia, da segurança e dos rumos do Congresso americano.

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