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Onda de ameaças de bomba causa desvios de voos em toda a Europa

Pelo menos 15 aeronaves foram alvo de alertas de segurança nesta quinta-feira, mobilizando forças militares e protocolos de emergência em diversos países.

Por 3 min de leitura

Onda de ameaças de bomba causa desvios de voos em toda a Europa
Onda de ameaças de bomba causa desvios de voos em toda a Europa

Uma nova sequência de ameaças de bomba contra voos comerciais causou transtornos significativos na aviação europeia nesta quinta-feira, levando ao desvio de rotas, pousos de emergência e à mobilização de caças militares em vários países. Pelo menos 15 aeronaves foram alvo de alertas de segurança, um cenário que se repete apenas dois dias após uma série de incidentes similares ter afetado outras sete aeronaves no continente.

Entre os casos mais críticos desta quinta-feira, um Airbus A320 da companhia Aer Lingus, que realizava o trajeto entre Dublin e Roma, foi desviado para a base aérea militar de Évreux, na França. A aeronave, que transportava 151 passageiros e seis tripulantes, foi interceptada e escoltada por um caça francês até o pouso em segurança. O gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, confirmou que a situação foi monitorada em tempo real, enquanto equipes especializadas em desativação de explosivos realizaram as inspeções necessárias.

Outras nações também registraram operações de emergência. Na Itália, um voo da Finnair vindo de Helsinque foi escoltado por caças da Força Aérea italiana até Roma. Na Bélgica, um avião da polonesa LOT realizou um pouso de emergência no aeroporto de Bruxelas. Já na Bulgária, três voos foram afetados: dois pousaram em Sófia, vindos de Copenhague e Madri, enquanto uma terceira aeronave, procedente de Londres, foi desviada para a cidade de Plovdiv.

A República Tcheca também enfrentou alertas, com autoridades policiais reportando ameaças contra quatro aeronaves com destino a Praga. Embora a polícia local tenha classificado a credibilidade dos avisos como baixa, protocolos de segurança foram rigorosamente seguidos para garantir a integridade dos passageiros e das operações aeroportuárias. Em todos os casos registrados até o momento, as inspeções minuciosas não confirmaram a presença de qualquer artefato explosivo.

Esta série de ameaças teve início no início da semana, com episódios registrados na segunda e terça-feira envolvendo companhias como Ryanair, Wizz Air e Scandinavian Airlines. Na ocasião, voos com destino a Roma, Múrcia, Varsóvia e Budapeste também passaram por procedimentos de segurança, incluindo o fechamento temporário de aeroportos e o isolamento de aeronaves em pistas remotas. O governo britânico chegou a classificar os episódios anteriores como ameaças falsas e maliciosas.

Especialistas em segurança aérea apontam que a frequência e a abrangência dos alertas sugerem uma possível ação coordenada, em vez de incidentes isolados. Matt Borie, especialista em análise de riscos, destacou que o objetivo parece ser provocar transtornos generalizados nas operações aéreas europeias. Analistas também observam que a natureza desses eventos possui características de ataques híbridos, que buscam desestabilizar sistemas com o emprego limitado de recursos.

As autoridades de diversos países continuam investigando a origem das ameaças. Embora não haja evidências concretas que atribuam os ataques a um país ou organização específica, a cooperação entre as agências de segurança europeias foi intensificada. Protocolos internacionais determinam que qualquer alerta de bomba deve ser tratado como verdadeiro até que a sua falsidade seja comprovada, o que mantém os aeroportos em estado de alerta máximo.

Fontes consultadas

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