Papa Leão XIV volta a caminhar após cirurgia pulmonar, diz Vaticano
Pontífice de 71 anos teve recuperação considerada normal após procedimento para remoção de tumor no pulmão realizado em Roma.
O papa Leão XIV já começou a caminhar no quarto do hospital e retomou a alimentação normal após passar por uma cirurgia pulmonar, conforme informou o Vaticano nesta quarta-feira (14). Aos 71 anos, o pontífice teve um diagnóstico confirmado de adenocarcinoma, uma forma comum de câncer de pulmão, revelado após a remoção do lobo inferior do pulmão direito durante o procedimento cirúrgico realizado na terça-feira (13).
De acordo com o boletim médico divulgado pela Santa Sé, a recuperação pós-operatória transcorre conforme o previsto. O Santo Padre realizou exames de sangue e uma radiografia de tórax, cujos resultados apresentaram valores dentro da normalidade para o tipo de intervenção. Além disso, ele passou por sessões de fisioterapia respiratória, tomou café da manhã e almoçou.
A previsão inicial informada pelo Vaticano é de que o papa permaneça internado por aproximadamente uma semana no Hospital Gemelli, conhecido como o "hospital dos papas", em Roma. Todos os compromissos públicos de Leão XIV foram cancelados até o dia 20 de outubro devido à sua convalescença.
Apesar da evolução estável divulgada pela equipe médica, a viagem que o pontífice tem prevista para a América Latina no início de novembro poderá sofrer alterações. A presidente do Peru, Keiko Fujimori, declarou nesta quarta-feira que o tempo de recuperação do papa provavelmente será estendido, embora o governo peruano mantenha a organização para a visita, visto que Leão XIV viveu no país por mais de 20 anos.
Até o momento, o Vaticano ainda não se pronunciou oficialmente sobre um possível adiamento da viagem internacional. O irmão do papa, Louis Prevost, afirmou que os médicos removeram todo o tumor durante a cirurgia e que o pontífice lhe garantiu não correr risco de vida.
O boletim médico não especificou quais serão os próximos passos do tratamento oncológico de Leão XIV. A Santa Sé informou que os profissionais de saúde ainda não discutem a necessidade de quimioterapia ou terapias complementares, pois aguardam os resultados de exames adicionais.